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Embromação de Bolsonaro sobre os combustíveis já confunde até seus devotos

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Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

25/05/2022 11h10

Bolsonaro especializou-se em não fazer nada. Isso faz dele um governante cansativo, do tipo que gasta mais tempo e energia falando dos problemas do que enfrentando-os. É hilária a cena em que Bolsonaro tenta conter o entusiasmo dos devotos do cercadinho que confundiram sua crítica ao adversário que promete solução fácil para a alta dos combustíveis com o anúncio de que ele baixaria o preço da gasolina para R$ 3. "Pera aí, pera aí, pera aí... Isso é o que o outro cara diz", esquivou-se.

O mais irônico é que, enquanto acusa Lula de servir ao eleitorado um "discurso fácil" e inexequível, Bolsonaro tenta repetir na Petrobras uma mágica que resultou em desastre na gestão petista de Dilma Rousseff. O objetivo não declarado de Bolsonaro ao indicar o quarto presidente da estatal é de empurrar para depois da eleição os reajustes dos combustíveis Isso tem nome. Chama-se estelionato eleitoral.

Há outras formas de enfrentar o problema dos combustíveis. Mas Bolsonaro não está interessado em soluções. Ele ama os problemas. De tanto falar sobre a inflação dos combustíveis, seu problema predileto no momento, o presidente acaba confundindo os seus devotos. Os admiradores de quem não faz nada têm certa dificuldade para distinguir embromação de solução.