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Leonardo Sakamoto

Pau de arara: Reprovação de Bolsonaro no Nordeste vai de 56% a 61% em 1 mês

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Leonardo Sakamoto

É jornalista e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Cobriu conflitos armados em países como Timor Leste e Angola e violações aos direitos humanos em todos os estados brasileiros. Professor de Jornalismo na PUC-SP, foi pesquisador visitante do Departamento de Política da New School, em Nova York (2015-2016), e professor de Jornalismo na ECA-USP (2000-2002). Diretor da ONG Repórter Brasil, foi conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão (2014-2020) e comissário da Liechtenstein Initiative - Comissão Global do Setor Financeiro contra a Escravidão Moderna e o Tráfico de Seres Humanos (2018-2019). É autor de "Pequenos Contos Para Começar o Dia" (2012), "O que Aprendi Sendo Xingado na Internet" (2016), ?Escravidão Contemporânea? (2020), entre outros livros.

Colunista do UOL

09/02/2022 15h33

A avaliação negativa do governo Jair Bolsonaro (PL) na região Nordeste subiu de 56% para 61%, entre janeiro e fevereiro, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta (9). O presidente, que havia usado a expressão preconceituosa "pau de arara" para se referir a nordestinos na última quinta (3), voltou à carga hoje chamando o seu sogro cearense de "cabeça chata".

A avaliação positiva caiu de 19% para 16% do mês passado para cá, segundo as entrevistas que foram realizadas entre os dias 3 e 6 de fevereiro. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Acompanhe esta e mais notícias no UOL News:

Na média dos quatro cenários nacionais analisados para a disputa da Presidência da República, Lula aparece com 46%, Bolsonaro, 24%, o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), 8%, e o ex-governador Ciro Gomes (PDT), 7%. O petista ganha em todos os cenários de segundo turno.

Quando se trata apenas do Nordeste, ele vai a 61% e Bolsonaro tem apenas 13%.

A pesquisa Quaest também perguntou aos entrevistados como ficou sua capacidade de pagar as próprias contas nos últimos três meses.

Em janeiro, 57% dos nordestinos apontavam que ela havia piorado. Agora, são 64% dos moradores dessa região que afirmam que a situação está mais difícil. Os que respondem que a situação melhorou foram de 19% em janeiro para 17% em fevereiro. Na média nacional, a sensação de piora foi de 51% para 53%.

Bolsonaro havia reduzido sua reprovação no Nordeste de 61% para 56%, entre dezembro de 2021 e janeiro deste ano, quando levantou-se a hipótese de que o pagamento do Auxílio Brasil poderia estar causando impacto. Agora, ele volta à pior avaliação desde o início da série informada pela Quaest.

Mesmo com o pagamento dos R$ 400 a famílias pobres, a situação não indica melhora. Entre os que ganham até dois salários mínimos no país, a sensação de piora na capacidade de pagar as próprias contas foi de 60% para 65%.

Bolsonaro está realizando, neste momento, novo périplo por estados do Nordeste em atividades que lembram uma pré-campanha eleitoral para tentar reduzir um pouco a diferença com Lula. Mas vem sendo criticado por pedir votos aos nordestinos enquanto os ofende semanalmente.