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REPORTAGEM

Melhor um desfile de escolas de samba na TV em abril do que nenhum Carnaval

Maju Coutinho e Alex Escobar apresentarão na Globo o desfile especial do Rio no Carnaval 2022 Imagem: Divulgação
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Mauricio Stycer

Colunista do UOL

21/04/2022 07h01

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Em janeiro deste ano, quando a variante ômicron passou fazendo um arrastão pelas principais cidades do país, não houve condições de defender a realização do Carnaval em fevereiro. Pelo segundo ano seguido, Rio de Janeiro e São Paulo ficariam sem os desfiles das escolas de samba por causa da pandemia de coronavírus. Até que, após uma reunião entre os prefeitos Eduardo Paes, do Rio, e Ricardo Nunes, de São Paulo, acompanhados de seus respectivos secretários de Saúde, chegou-se a uma surpreendente decisão : Carnaval em abril, emendando com o feriado de Tiradentes.

"Acompanhando a curva de todos os outros países, é muito difícil que a variante Ômicron avance até lá", previu, então, corretamente, o secretário de Saúde do Rio, Daniel Soranz. Com o Carnaval de rua já cancelado por receios com a disseminação do vírus, esta solução trouxe algum alívio. Aparentemente, há mais chances de controle sanitário no Sambódromo, como exigência de vacinação e uso de máscara, do que nas ruas.

Mas, em vez de quatro dias de desfile, serão apenas dois: sexta-feira (22) e sábado (23). Ou seja, as principais escolas cariocas e paulistas vão para as ruas na mesma hora. Dessa forma, o espectador na Globo só vai conseguir ver os desfiles na sua cidade (a transmissão também será disponível na internet).

Essa limitação, segundo apontou o site Notícias da TV, afetou negativamente a venda de cotas comerciais pela Globo. Os desfiles das escolas de samba serão apresentados por Alex Escobar e Maju Coutinho (Rio) e Chico Pinheiro e Michelle Barros (SP).

Em todo caso, é melhor a realização de um desfile na TV de forma limitada em abril do que nenhum Carnaval. Como mostrou o documentário "Chegou o Carnaval", da GloboNews, o cancelamento do desfile em 2021 já teve um impacto terrível sobre milhares de moradores de dezenas de comunidades carentes, cujas vidas gravitam em torno das escolas de samba.

"Muita gente acha que uma escola de samba existe porque desfila. Quando a história das escolas de samba mostra uma outra coisa: as escolas de samba desfilam porque existem", diz o historiador Luiz Antônio Simas.

Pra lembrar

Heraldo Pereira e Aline Midlej apresentaram o "Jornal Nacional" entre 14 e 16 de abril Imagem: Globo / Twitter

Entre quinta-feira (14) e sábado (16), a bancada do "Jornal Nacional" foi ocupada por Aline Midlej e Heraldo Pereira. Fato inédito, por três dias, dois jornalistas negros dividiram a apresentação do principal telejornal do país. Em 2002, Heraldo se tornou o primeiro jornalista negro a apresentar o JN. Somente em 2019, 17 anos depois, uma mulher, Maju Coutinho, também ocupou esta posição. O rodízio de apresentadores aos sábados também permitiu que Aline Aguiar e Marcio Bonfim fossem indicados para a bancada. Em 2021, foi a vez de Aline Midlej. O plantão nesta Páscoa, que reuniu Aline e Heraldo é um marco. Espero que se torne um fato corriqueiro.

Pra esquecer

O jornalista Gabriel Luiz, da Globo, em Brasília Imagem: Reprodução / Internet

A Páscoa foi marcada por um crime violento contra um repórter da Globo, em Brasília. Esfaqueado dez vezes, Gabriel Luiz, de 29 anos, foi internado em estado grave, mas graças ao pronto atendimento que recebeu conseguiu se recuperar. A polícia apontou dois rapazes, um de 17 e outro de 19 anos, como autores do que foi caracterizado como um assalto seguido de tentativa de homicídio. O fato de Gabriel ser autor de várias reportagens investigativas levou as principais entidades de jornalistas do país a cobrarem da polícia investigação se o crime teve alguma relação com o exercício profissional.

A frase

Cartão de visitas da nova safra de séries brasileiras da Netflix: Edmilson Filho ("O Cangaceiro do Futuro"), Lucy Alves ("Só Se Foi por Amor"), Bruna Marquezine ("Maldivas"), Seu Jorge ("Irmandade 2") e Debora Nascimento ("Olhar Indiscreto") Imagem: Divulgação

"Vai ter sotaques do Brasil inteiro"
A atriz e cantora Lucy Alves falando de "Só Se Foi por Amor", uma série da Netflix inspirada no sertanejo sofrência e ambientada em Goiás. Ao anunciar uma dezena de novas produções brasileiras para 2022, a plataforma de streaming americana enfatizou a variedade de "sotaques" das séries e filmes.

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