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Mauricio Stycer

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Folha: Domingos Montagner, o "galã" descoberto pela TV aos 50 anos

Domingos Montagner em cena na novela "Velho Chico", da TV Globo - Divulgação
Domingos Montagner em cena na novela "Velho Chico", da TV Globo Imagem: Divulgação
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Mauricio Stycer

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o "Lance!" e a "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Adeus, Controle Remoto" (editora Arquipélago, 2016), "História do Lance! ? Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo? (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011). Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Colunista do UOL

19/06/2022 07h01

Depois de duas décadas de atuação em espetáculos circenses, como palhaço e trapezista, Domingos Montagner (1962-2016) foi descoberto tardiamente pela televisão. E ficou um pouco chocado de ter sido etiquetado como "galã maduro" ou "galã de 50 anos", mostra Oswaldo Carvalho na recém-publicada biografia do ator.
(...)
Mais de uma geração de atores paulistanos, e de outros centros, enfrentou e debateu este dilema, ainda atual: "vender-se" para a Globo e para a publicidade ou "manter a integridade" e seguir no teatro? O autor de "Domingos Montagner - O Espetáculo Não Para" (Máquina de Livros, 352 págs., R$ 69) tem o mérito de trazer o tema para o livro, mas assume uma postura muito defensiva em relação ao seu protagonista.
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Carvalho registra, também, o incômodo de Montagner com o selo de "galã", o seu desejo de fazer papéis cômicos na TV (fez apenas um esquete no "Tá no Ar") e o constrangimento de perceber os olhos tortos dos amigos de teatro. "Ele desejava habitar os dois mundos e isso requeria jogo de cintura, algo que jamais lhe faltou", escreve o biógrafo.

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