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Tales Faria


Líder do PSL no Senado diz que pacote de Guedes não será votado neste ano

Major Olimpio diz que pacote de medidas que BOlsonaro anunciará nesta semana não será votado neste ano - Facebook/Major Olimpio
Major Olimpio diz que pacote de medidas que BOlsonaro anunciará nesta semana não será votado neste ano Imagem: Facebook/Major Olimpio
Tales Faria

Tales Faria largou o curso de física para se formar em jornalismo pela UFRJ em 1983. Foi vice-presidente, publisher, editor, colunista e repórter de alguns dos mais importantes veículos de comunicação do país. Desde 1991 cobre os bastidores do poder em Brasília. É coautor do livro vencedor do Prêmio Jabuti 1993 na categoria Reportagem, ?Todos os Sócios do Presidente?, sobre o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello. Participou, na Folha de S.Paulo, da equipe que em 1986 revelou o Buraco de Serra do Cachimbo, planejado pela ditadura militar para testes nucleares.

Colunista do UOL

04/11/2019 09h48

O governo terá problemas em seu próprio quintal para aprovar o pacote de medidas que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro pretendem enviar ao Congresso nesta semana.

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), disse ao blog que o Congresso não votará neste ano essas medidas que Guedes diz serem a prioridade do governo:

"Faltam 57 dias para o ano novo, 47 para o encerramento do ano legislativo. Sete semanas com dois dias de votação por semana. Vai votar a Previdência dos militares na Câmara e no Senado, se votar, e mais nada."

Segundo o líder, na próxima semana o governo tem um problema grande pela frente no Congresso:

"Vai ter uma guerra maior por parte dos servidores públicos do que foi a Previdência. Guedes e equipe econômica enxergam servidores como inimigos. Tecnocratas querem diminuir para 15 as categorias de servidores. Não conseguem fazer isto nem na segurança pública. São uns leões de Powerpoint a criar problemas.

O líder insiste que, apesar da briga entre Bolsonaro e parte do PSL, ele continua apoiando o presidente. Mas diz que o Planalto está sem apoio no Congresso.

"O governo agora só tem metade dos deputados da sua única base, o PSL. Todos os líderes estão se queixando. No Senado, então, até a PEC paralela 133 (Proposta de Emenda Constitucional que foi preparada com base em artigos extraídos da reforma da Previdência) pode ter dificuldade de passar", disse.

Para ele, o ministro "Paulo Guedes anuncia demais e encaminha de menos". O líder lembra que o ministro fechou um acordo com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) de que o governo somente forneceria conteúdos para a reforma tributária no Senado, "mas depois disto, ele já mudou e anunciou três situações diferentes. Isto causa aversão pelos senadores".

Major Olímpio insiste que "o congresso não é problema , estamos fazendo nossa parte com parceria ou sem do executivo".

Segundo ele, "o problema quem cria, o tempo todo, é o próprio governo. Por isso, não acredito que vote mais nada neste ano, até o anúncio deste pacote já vem sendo falado por Guedes a mais de um mês, sempre estanca".

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL