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Paulo Guedes avisa aos líderes que não tem pressa na reforma tributária

O ministro da Economia, Paulo Guedes. -  Agência Brasil
O ministro da Economia, Paulo Guedes. Imagem: Agência Brasil
Tales Faria

Tales Faria largou o curso de física para se formar em jornalismo pela UFRJ em 1983. Foi vice-presidente, publisher, editor, colunista e repórter de alguns dos mais importantes veículos de comunicação do país. Desde 1991 cobre os bastidores do poder em Brasília. É coautor do livro vencedor do Prêmio Jabuti 1993 na categoria Reportagem, ?Todos os Sócios do Presidente?, sobre o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello. Participou, na Folha de S.Paulo, da equipe que em 1986 revelou o Buraco de Serra do Cachimbo, planejado pela ditadura militar para testes nucleares.

Colunista do UOL

11/12/2019 16h45

O ministro da Economia, Paulo Guedes, está instruindo os líderes governistas no Congresso a não acelerarem a tramitação da reforma tributária.

Ele afirmou que não pensa em enviar toda a reforma de uma vez ao Congresso. Disse aos líderes com quem tem conversado que é melhor a reforma ser votada "aos poucos".

Pretende enviar apenas uma primeira parte de sua proposta em fevereiro do ano que vem. Antes disso, segundo explica, não adianta, porque o Congresso está prestes a entrar em recesso.

Na verdade, a avaliação do ministro, é que, se a reforma for votada toda de uma vez, os parlamentares decidirão por alguma perda de arrecadação da União. Ou para favorecer corporações, ou em prol de estados e municípios.

Então, segundo Guedes, é melhor esperar que a economia dê sinais de retomada porque aí o bolo fica maior e e o risco de perda de arrecadação é menor.

O ministro também está preocupado com a disputa de protagonismo entre Senado e Câmara pela aprovação da reforma.

Segundo ele, os presidentes das duas Casas, Rodrigo Maia (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado), não vivem um momento de bom relcionamento com o chefe do Executivo, Jair Bolsonaro. E isso pode prejudicar ainda mais o governo na tramitação de uma reforma tributária ampla.

Como 2020 é um ano de eleições municipais, os líderes mais próximos ao governo passaram a acreditar, em função das conversas com o ministro, que a reforma só deverá ser aprovada mesmo depois que o eleitorado for às urnas, em outubro.

"Na Câmara. Porque, no Senado, se der tempo, só final do ano. E a reforma valerá para 2021. Caso contrário, vale para 2022 e ninguém vai morrer por isso", disse ao blog um dos líderes.