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Thaís Oyama

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Pujol pode ser o próximo a cair. Bolsonaro avisou: "o caos vem aí"

Azevedo e Silva: considerado da "ala moderada" do governo, ministro teve discordância fundamental com Bolsonaro - Mteus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo
Azevedo e Silva: considerado da "ala moderada" do governo, ministro teve discordância fundamental com Bolsonaro Imagem: Mteus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo
Thaís Oyama

Thaís Oyama é comentarista política. Foi repórter, editora e redatora-chefe da revista VEJA, com passagens pela sucursal de Brasília da TV Globo, pelos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S Paulo, entre outros veículos. É autora de "Tormenta - O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos" (Companhia das Letras, 2020) e de "A arte de entrevistar bem" (Contexto, 2008).

Colunista do UOL

29/03/2021 17h04

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, entregou o cargo sem explicações na tarde de hoje depois de uma discordância fundamental com o presidente Jair Bolsonaro, afirmou uma fonte do Palácio do Planalto. A mesma fonte informou que o presidente cogita substituir também o comandante do Exército, o general Edson Pujol.

Azevedo e Silva era tido como um general da "ala moderada" do governo. Pujol, o número um do Exército, é tido como o representante maior da ala legalista, e majoritária, dos generais — a ala que, entre Bolsonaro e a Constituição, fica com a segunda opção.

"O caos vem aí", disse Jair Bolsonaro em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada há dez dias. O presidente insinuou que o Brasil caminha para um cenário em que a população poderá se voltar contra os governos estaduais.

"Será que o governo federal vai ter que tomar uma decisão antes que isso aconteça? Será que a população está preparada para uma ação do governo federal dura no tocante a isso? O que é 'dura'? É para dar liberdade para o povo. É para dar direito para o povo trabalhar. Não é ditadura, não", afirmou o presidente.

As próximas horas podem revelar o que o presidente entende por "ação dura".