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Thaís Oyama

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

 Sabrina, modelo, adepta do swing e 'liberal'

Thaís Oyama

Thaís Oyama é comentarista política. Foi repórter, editora e redatora-chefe da revista VEJA, com passagens pela sucursal de Brasília da TV Globo, pelos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S Paulo, entre outros veículos. É autora de "Tormenta - O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos" (Companhia das Letras, 2020) e de "A arte de entrevistar bem" (Contexto, 2008).

Colunista do UOL

22/03/2022 04h00

Esta é parte da versão online da edição de segunda-feira (21) da newsletter de Thaís Oyama.

A modelo Sabrina (o nome é fictício) cresceu em uma cidade de Santa Catarina, casou-se aos 19 anos e até se separar, sete anos depois, nunca havia tido um orgasmo. Hoje, aos 28, é adepta do swing e das práticas do chamado "mundo liberal".

Na primeira parte desta newsletter, ela conta as suas descobertas e as suas primeiras aventuras. Para assinar o boletim e ter acesso ao conteúdo completo, clique aqui.

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"'Vocês não querem ir pro quarto com a gente?, ela perguntou"

"A gente não diz "clube de swing", a gente fala "balada liberal". Swing é troca de casais. A prática liberal quer dizer que tu pode fazer tudo o que tu quiser - desde que o outro tope (...)

Estava rolando uma noite da fantasia. Dava pra saber quem era novo lá e quem era praticante porque os novatos estavam com roupa normal, como nós. Quando a gente foi para a pista, todo mundo bebendo, uma morenona incrível vestida de enfermeira olhou pra mim e veio querendo me beijar. Eu fui na dela. Nunca tinha ficado com uma mulher. Daí outras mulheres viram a gente se beijando e vieram: "Oi, a gente também pode brincar com vocês?".

Nessa noite, eu fiquei com umas oito mulheres, de beijar na boca. Tudo na pista de dança. Foi tipo incrível. Mais pra frente, a morenona —ela é casada, eu saio com ela até hoje, é linda: cabelão até a cintura, magra, silicone, toda tatuada —falou: "Vocês não querem ir no quarto com a gente?" Fomos.

Nossa, eu nunca tinha feito nada assim. Nunca nenhuma mulher tinha tocado no meu corpo (...)

Era tudo bem diferente do que eu tinha vivido. Eu me casei com 19 anos. Menina do interior, cidade muito pequena. Ele era paulistano, mais velho. Se eu usasse uma roupa mais sensual, salto alto, brinco chamativo, ele reclamava. Puxava minha saia para ver se eu estava usando shorts por baixo, não podia sair de casa sem shorts.

Quando a gente transava, ele gozava rapidinho, não me perguntava nada. Eu achava normal, não sabia a logística do negócio (...)

Comecei a ler coisas, cavar, me tocar, me explorar, comprei brinquedinhos e comecei a sair com metade de São Paulo. Era balada, balada, balada —umas quatro vezes por semana. E nunca ia embora sozinha (...)

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LEIA MAIS NA NEWSLETTER

A versão integral da newsletter relata como nasceu o swing e como ele virou notícia de jornal com a criação de Sandstone, "os seis acres mais liberais da Califórnia".

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