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The Economist elegeu Lula presidente mais corrupto da história? É montagem

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Imagem: Arte/UOL

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

26/08/2017 04h00

Uma corrente circula no WhatsApp com a notícia de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito pela revista "The Economist" "o presidente mais corrupto da história mundial". A corrente espalha uma montagem com uma falsa capa da revista.

"Os critérios usados pela revista levam em consideração elementos como processos, condenações, enriquecimento pessoal e familiar e rejeição popular", explica a corrente, já reproduzida em alguns blogs.

Além de divulgar uma capa com a legenda "O homem que quebrou uma nação" e em que chama Lula de "lobo em pele de cordeiro", a "notícia" tem declarações de um suposto analista jurídico da revista chamado Bronwen Chester.

Segundo o texto, ele teria dito que "governos comunistas ou socialistas estão mais propícios à [sic] altos índices de corrupção".

No ranking, com dez nomes, o ex-presidente brasileiro é seguido por Mohamed Suharto, ex-líder indonésio, e Ferdinand Marcos, que governou as Filipinas por 20 anos. O sérvio Slobodan Milosevic, o ditador iraquiano Saddam Hussein e o peruano Alberto Fujimori também fariam parte da lista.

FALSO: Lula não está na capa da "Economist"

As duas últimas capas da revista, publicadas em agosto (dias 12 e 17), envolvem o presidente norte-americano Donald Trump e motores de ignição. A próxima, que deverá sair neste sábado (26), fala sobre política no Islã. Não há publicação de uma edição no dia 20 deste mês, conforme indica a capa falsa.

Reprodução
Montagem com as mais recentes capas da revista "The Economist" Imagem: Reprodução
O UOL não achou registro de qualquer reportagem que listasse os presidentes mais corruptos da história.

O último texto em que Lula é destaque na revista foi publicado há quase um ano e meio, no dia 26 de março de 2016. Chama-se "The drama of Lula" (O drama de Lula, em tradução livre). 

Também não foram encontrados registros de Bronwen Chester, o suposto analista jurídico da revista --nem dentro da corporação da revista nem fora dela.

A reportagem entrou em contato com a diretoria de comunicação da "Economist", em Londres, mas não teve resposta até a publicação deste texto.

Por meio de porta-voz, o Instituto Lula afirmou que o ex-presidente é "vítima frequente de notícias falsas". "Provavelmente são grupos políticos profissionais que querem denegrir a imagem do ex-presidente", finaliza a assessoria.

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