Policiais entram em confronto e deixam dois feridos no Piauí

Yala Sena
Especial para o UOL Notícias

Em Teresina (PI)

  • Yala Sena/Especial para o UOL

    O tiroteio teve início durante passeata dos grevistas em frente ao IML (Instituto Médico Legal)

    O tiroteio teve início durante passeata dos grevistas em frente ao IML (Instituto Médico Legal)

Em greve há 11 dias, os policiais civis no Piauí entraram em confronto com a tropa de choque da PM nesta terça-feira (23), e dois oficiais da corporação foram feridos. O tiroteio teve início durante passeata dos grevistas em frente ao IML (Instituto Médico Legal). Houve correria e foi usado gás lacrimogêneo para conter os manifestantes.

Na confusão, o policial civil Domingos Sávio da Costa Sales, 41 anos, diretor da Associação dos Policiais Civis, foi ferido com um tiro no pé esquerdo. A bala ficou alojada e ele passou por cirurgia no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

Outro ferido foi o policial José Ferreira da Silva, 53 anos, do 24° DP. Ele foi atingido na mão esquerda. O perito do IML Antônio Araújo Lopes passou mal e foi levado na ambulância do Samu.

Cerca de 200 homens cercaram o IML. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Piauí - Sinpolpi -, Cristiano Ribeiro, conversou com três promotores de Justiça, que foram ao local do confronto negociar com os grevistas. “Vamos retirar os policiais civis daqui já que temos a garantia dos promotores de tentarem um diálogo com o governo”, disse Cristiano em voz alta para os grevistas. Segundo ele, 90% da categoria aderiu ao movimento.

Cerca de 1.700 policiais no Piauí cruzaram os braços e reclamam a correção da distorção salarial entre agentes de polícia e delegados, que chega a uma diferença de 600%. Além disso, os grevistas querem retirar os presos das delegacias, implantação da aposentadoria especial e aumento no tíquete alimentação. Eles alegam que 90% das delegacias do Piauí estão superlotadas com presos e isso prejudica o trabalho nos Distritos. Na paralisação, os grevistas fecharam o IML e a Central de Flagrantes de Teresina.

O comando de greve e o governo tentaram um acordo nesta terça. O governador Wellington Dias (PT) está em Brasília, onde busca uma audiência com o Ministério da Justiça para viabilizar a presença das Forças Armadas ao Estado.

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