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Cotidiano

Polícia recebe imagens de banco onde funcionário sacou dinheiro antes de ser morto em SP

Janaina Garcia

Do UOL, em São Paulo

05/06/2013 11h53Atualizada em 05/06/2013 18h42

Imagens feitas pelas câmeras de segurança de uma agência bancária na avenida Angélica, em Higienópolis, no centro da capital paulista, devem ajudar a Polícia Civil em São Paulo nas investigações da morte do auxiliar de limpeza Eduardo Paiva, 39. Os vídeos foram entregues ao delegado-chefe do 77ºDP (Santa Cecília), Wilson Roberto Zampieri, no final da tarde desta quarta-feira (5). 

Segundo o delegado, o material poderá apontar se um "olheiro" na agência passou informações aos criminosos, além de auxiliar na identificação da placa da moto usada pelos criminosos para seguir a vítima. 

Funcionário do colégio Sion, que fica na região, Paiva foi morto pelo garupa de uma moto após deixar uma agência do Itaú com R$ 3.000 que havia acabado de sacar. O dinheiro, colocado pela vítima na cintura dentro de um envelope, foi deixado pelos criminosos após o crime. O disparo foi feito quando Paiva tentava fugir do assalto.

Câmera flagra homicídio em frente a escola tradicional de SP

“Estamos selecionando as imagens do colégio e de condomínios na vizinhança, mas as imagens do banco ajudarão não só a identificarmos a placa da moto usada pelos criminosos como se havia um olheiro deles na agência. Muito provavelmente havia, não podemos descartar nada”, disse o delegado.

Nessa terça, cinco suspeitos de envolvimento no crime chegaram a ser detidos e apreendidos (no caso de menores), mas, como foi nenhum foi identificado por uma testemunha ocular do crime, foram ouvidos e dispensados no final da noite e início da madrugada.

O crime

A polícia suspeita que Paiva foi seguido pelos criminosos. Abordado na calçada próxima ao colégio pelo garupa, conforme as imagens que já estão sendo investigadas, ele teria tentado fugir da abordagem mesmo depois de o assaltante disparar uma vez. Na fuga, foi baleado na cabeça. A vítima chegou a ser encaminhada à Santa Casa, mas não resistiu.

Em nota, a assessoria de imprensa do colégio informou que Paiva atuava no setor de manutenção havia oito anos e não estava a trabalho quando foi ao banco.

Segundo a assessoria, Paiva era reconhecido “por seu bom caráter, idoneidade e competência”. “Toda a direção e colaboradores do colégio manifestam seu pesar e se solidarizam com a família neste momento tão difícil”, disse a nota, que informou ainda que o colégio cedeu imagens do seu sistema de segurança à polícia para auxiliar nas investigações.

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