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Vandalismo após protesto no Rio gerou prejuízos de R$ 1,5 milhão, diz prefeitura

A maioria dos pardais eletrônicos da avenida Presidente Vargas foi depredada durante o protesto da última quinta-feira (20) - Ivaldo Anastácio/Futura Press
A maioria dos pardais eletrônicos da avenida Presidente Vargas foi depredada durante o protesto da última quinta-feira (20) Imagem: Ivaldo Anastácio/Futura Press

Do UOL, no Rio

24/06/2013 14h40

A Prefeitura do Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira (24) que os prejuízos provocados pelo vandalismo após o protesto da última quinta-feira (20), no centro da cidade, chegam a R$ 1,5 milhão.

Os principais danos dizem respeito às placas de sinalização de trânsito, semáforos e equipamentos de fiscalização do sistema BRS (Bus Rapid System) na avenida Presidente Vargas --conhecidos como "pardais eletrônicos". Somente nesta via, serão gastos R$ 800 mil.

Já a depredação de 62 paradas de ônibus, cinco relógios públicos e dois totens gerou prejuízo de cerca de R$ 400 mil aos cofres do governo municipal. A operação especial da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana), que inclui a reposição de 340 papeleiras e a remoção de pichações, está estimada em R$ 65 mil.

Há ainda outros custos relacionados a limpeza de monumentos, reparo de estações de energia e manutenção de calçadas, assim como a reposição das grades dos setores 1 e 2 do Sambódromo.

Depredação é inadmissível, diz prefeito

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), afirmou na sexta-feira (21), dia seguinte ao protesto que terminou em um violento confronto entre manifestantes e a PM, considerar "inaceitável" a depredação do patrimônio público e privado durante a recente onda de atos pela cidade.

"A cidade não precisa ser apedrejada, não há necessidade de destruir o patrimônio público para manifestar sua opinião. Nós vivemos em um país democrático, a imprensa é livre e as pessoas têm todo o direito de se manifestar", afirmou. "O que não se pode aceitar e admitir é que atos de vandalismo venham a protagonizar manifestações democráticas".

Noite de confronto

Na noite de quinta-feira (20), após a chegada de cerca de 300 mil pessoas ao prédio da prefeitura do Rio de Janeiro, alguns manifestantes que se aproximaram da cavalaria entraram em confronto com os PMs. Bombas de efeito moral foram lançadas pelos policiais e houve muita correria no local. Manifestantes jogaram pedras nos policiais e colocaram fogo em sacos de lixo. Segundo a Secretaria Municipal do Rio, 62 pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas ao Hospital Souza Aguiar.

Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) cercaram todo o quarteirão onde fica a prefeitura. Um carro da equipe de reportagem do "SBT" no Rio de Janeiro foi totalmente incendiado na Praça Onze. A emissora informou, ao vivo, que nenhum funcionário ficou ferido no incidente. Um jornalista da "Globonews" foi ferido na cabeça por uma bala de borracha.

Segundo Paes, foram depredados 98 semáforos, 31 placas de trânsito destruídas, 62 abrigos de ônibus, cinco relógios, 46 placas de identificação de ruas, 340 cestas de lixo e uma série de edificações municipais.

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