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Exército só atuará em protestos durante visita do papa se situação "fugir do controle"

Manifestantes queimaram sacos de lixo durante protesto no entorno da casa do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), no Leblon - Zulmair Rocha/UOL
Manifestantes queimaram sacos de lixo durante protesto no entorno da casa do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), no Leblon Imagem: Zulmair Rocha/UOL

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

18/07/2013 14h41

O general José Alberto da Costa Abreu, responsável por coordenar o plano de segurança na Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, afirmou nesta quinta-feira (18) que a possibilidade de colocar tropas nas ruas para contenção de protestos e distúrbios civis não está descartada, mas isso aconteceria somente "em último caso", a partir de uma ordem da presidente da República, Dilma Rousseff.

"A PM já tem todo o planejamento para atuar no controle dessas manifestações, de maneira a distinguir se elas podem interferir ou não na Jornada Mundial da Juventude. Estaremos acompanhando a evolução para auxiliar e coordenar os órgãos de segurança pública, e colocar tropa na rua se realmente fugir do controle", disse.

Já estão marcadas manifestações para a frente do Palácio Guanabara, onde o governador dará as boas vindas ao papa Francisco, e para Copacabana, bairro no qual o pontífice participará da Festa da Acolhida e da Via Crúcis.

"Acreditamos que eles [Polícia Militar] vão conseguir cumprir a sua missão, como tem sido feito. Vamos estar sempre no nosso Centro de Coordenação de Defesa de Área. Lá estarão todos os representantes da PM, da Polícia Civil, da Guarda Municipal e de todas as agências envolvidas. Vamos colocar as tropas nas rua mediante ordem expressa da presidência para que atuemos", disse.

Segundo Abreu, a Polícia Militar já definiu o seu planejamento para evitar distúrbios durante as possíveis manifestações, a tomar como exemplo as ações desenvolvidas em face da Copa das Confederações. Questionado sobre o protesto marcado para a próxima segunda-feira, dia em que o papa Francisco será recepcionado pelo governador Sérgio Cabral e pela presidente Dilma Rousseff no Palácio Guanabara, o general afirmou que o local será totalmente isolado.