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Haddad deve descredenciar empresas de ônibus que fizeram greve em SP

Do UOL, em São Paulo

04/09/2013 13h35

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), admitiu nesta quarta-feira (4) que deve descredenciar as duas empresas de transporte coletivo que paralisaram a circulação de ônibus nas regiões leste e oeste da cidade e afetaram pelo menos 250 mil usuários no período da manhã. Além disso, a prefeitura estuda a criação de uma agência municipal para situações de emergência no transporte público, tais como greves.

Em entrevista coletiva, Haddad afirmou que a administração municipal deve realizar um contrato emergencial para substituição da Oak Tree, que entrou hoje no quinto dia de greve na zona oeste e afetou cerca de 50 mil usuários, e a Itaquera Brasil, cuja paralisação atingiu aproximadamente 200 mil passageiros na zona leste.

“Tivemos toda a paciência, mas ela chegou no limite”, disse o prefeito, para quem “a população não tem culpa se essas duas empresas [a Oak Tree e a Itaquera Brasil] estão sendo mal administradas”.

“Por que as outras empresas operam normalmente?”, questionou. “Estamos chegando no limite do tolerável. Se elas não têm condição de prestar o serviço, por que não deixam outros prestarem?", definiu o petista. Haddad não deu detalhes, no entanto, sobre o contrato emergencial que pode ser firmado pela substituição das duas empresas.

O UOL não localizou representantes da Oak Tree e da Itaquera Brasil para comentar as declarações do prefeito.

Greve termina na zona leste e segue na oeste

Segundo a SPTrans, os veículos da Itaquera Brasil voltaram a circular às 10h30. O Paese (Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência) foi desativado ao meio-dia.

Pelos cálculos da SPTrans, a paralisação realizada por funcionários da empresa afetou cerca de 200 mil passageiros ao deixar de circular 288 veículos de 21 linhas.

Os grevistas alegavam atraso no pagamento dos salários. Mais cedo, eles chegaram a bloquear uma das garagens da Itaquera Brasil, na Estrada do Iguatemi, por volta das 7h.

O Paese que precisou ser acionado pela SPTrans disponibilizou 65 coletivos para atender cinco das principais linhas paralisadas.

Já a greve dos trabalhadores da Oak Tree prossegue. A empresa atende linhas da zona oeste da cidade e entrou hoje no seu quinto dia.

A reportagem apurou que uma reunião na Superintendência Regional do Trabalho, de manhã, tentava chegar a um acordo trabalhista capaz de garantir o retorno das atividades.

 

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