Violência no Rio

Governo nega pedido de Pezão para manter Forças Armadas no Rio

Do UOL, no Rio

  • Fábio Motta/Estadão Conteúdo

    Militares atuam no Rio desde o dia 14

    Militares atuam no Rio desde o dia 14

O Ministério da Defesa negou nesta terça-feira (21) o pedido feito pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, para prorrogar a permanência das Forças Armadas no Estado até o fim do Carnaval. No Rio desde o dia 14, os militares devem deixar o Estado nesta quarta (22). 

De acordo com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a Procuradoria-Geral da Justiça Militar recomendou a não permanência das tropas federais na região metropolitana carioca. Segundo o procurador-geral da Justiça militar, Jaime de Cassio Miranda, "as missões de garantia da lei e da ordem não podem ser encaradas como uma simples substituição às atividades de segurança pública ordinárias".

Pezão solicitou a presença das Forças Armadas no fim de janeiro alegando que as tropas seriam necessárias por causa da "proximidade dos eventos carnavalescos, época em que o Rio recebe elevada quantidade de turistas" e "durante o período de votação da cessão da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) e outras medidas de interesse do governo do Estado, que se inicia em 14 de fevereiro".

Após um mês marcado por protestos de servidores, o projeto que autoriza a venda da estatal foi aprovado pelos deputados nesta segunda-feira (20). A previsão do governo é que os deputados sigam votando as emendas ao projeto até o fim da semana.

Nesta segunda, cerca de 20 pessoas foram detidas depois de entrarem em confronto com militares durante uma manifestação em frende à sede da companhia, no centro da capital fluminense.

Cerca de 9.000 homens patrulham o Rio e a Região metropolitana. No dia 15, um dia após a chegada dos militares, um homem foi morto em uma troca de tiros com fuzileiros navais na zona portuária. Segundo informações do CML (Comando Militar do Leste), ele participava de uma tentativa de assalto na região, nas proximidades da Rodoviária Novo Rio. Outro suspeito fugiu.

A Operação Carioca está sendo comandada pelo general Mauro Sinott, comandante da 1ª Divisão do Exército, e é similar à que foi realizada durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, no ano passado.

O Exército patrulha integralmente a Transolímpica, a avenida Brasil, pontos de Deodoro e dos municípios de Niterói e São Gonçalo.

Além disso, um grupamento de mil fuzileiros navais atua entre o limite norte do bairro do Caju e o limite sul do bairro do Leblon, abrangendo áreas como a zona portuária, Aeroporto Santos Dumont, Marina da Glória, Flamengo, Copacabana, Lagoa e Leblon.
 

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