Homem que chutou cão em SC é preso suspeito de agredir a mãe de 83 anos

Wanderley Preite Sobrinho

Colaboração para o UOL

Depois de ficar conhecido nas redes sociais por, sem mais nem menos, chutar um cachorro deitado em uma calçada, o mesmo homem acabou preso na quarta-feira (4) por agredir a mãe de 83 anos, em Lages, na Serra catarinense. O homem, de 51 anos, que já era procurado pela agressão ao cão, acabou reconhecido na delegacia minutos depois de ser preso em casa pela Polícia Militar após uma denúncia com base na Lei Maria da Penha.

Os policiais suspeitaram que o agressor da mãe e do cão Tortinho eram a mesma pessoa assim que repararam na roupa que o homem usava quando preso por bater na mãe: a mesma camisa antiga do Fluminense que ele vestia no dia em que chutou o animal. "Ainda se fosse uma camisa do Flamengo, que tem mais torcedor aqui em Lages, mas do Fluminense?", disse ao UOL o delegado Márcio Schütz, do 2º Departamento de Polícia da cidade de 160 mil habitantes.

O delegado explicou que, depois de notarem a camisa, os policiais repararam que a fisionomia também era parecida com a do homem que aparece chutando Tortinho no vídeo gravado em 5 de setembro pelas câmeras de segurança da padaria de propriedade de Cesário Müller, dono do cão. "A polícia chamou algumas testemunhas, como o dono do animal, e o suspeito foi reconhecido", informa o delegado.

"Ele já veio lanchar aqui na padaria, mas como cliente normal. Foi atendido, normal, saiu, então a gente não entende por que ele fez isso", contou na época ao UOL Deise Müller, filha do proprietário da padaria.

A Central de Plantão Policial de Lages não revela a identidade da mãe nem os detalhes da agressão desta semana. Segundo Schütz, o homem segue preso até a audiência de custódia no Fórum da Comarca. "Ali será decidido se convertem a prisão dele em flagrante ou preventiva ou se será liberado sob algumas condições para responder em liberdade."

Sobre a agressão contra o cão, foi instaurado um termo circunstanciado exigindo que o rapaz compareça ao Fórum. "O Ministério Público e o juiz vão decidir se ele responde criminalmente." O delegado explica que, por não ter passagem pela cadeia, a pena do suspeito deve se restringir a serviços comunitários.

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