Violência no Rio

Rio tem 3º PM morto em uma semana; número de casos chega a 115 no ano

Do UOL, no Rio

  • Severino Silva/Agencia O Dia/Estadão Conteúdo

    Parentes de policiais mortos fazem protesto em Copacabana, na zona sul do Rio

    Parentes de policiais mortos fazem protesto em Copacabana, na zona sul do Rio

O sargento Alessandro Galdino Marques, 35, foi o 115º PM a ser assassinado no Rio de Janeiro neste ano. De acordo com a polícia, ele estava abastecendo seu carro em um posto de combustíveis na rodovia Presidente Dutra, na altura de Nova Iguaçu (RJ) na noite desta quinta-feira (2), quando os criminosos anunciaram o roubo.

Alessandro reagiu e trocou tiros com os bandidos. Ele acabou sendo atingido por dois disparos --um na nuca e outro no peito-- e foi socorrido ao Hospital da Posse, também em Nova Iguaçu, mas já chegou morto à unidade.

Os suspeitos conseguiram fugir. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga o caso. Somente nesta semana, este é o terceiro caso envolvendo morte de PMs. Em média, um policial foi morto a cada dois dias e meio no Estado desde o começo do ano.

O Portal dos Procurados do Disque-Denúncia divulgou nesta sexta-feira (3) um cartaz no qual oferece R$ 5.000 por informações que ajudem a esclarecer a morte de Marques.

Morte de PM gerou crise política

Na terça-feira (31), o cabo Rafael Santa Ana Corrêa, foi baleado dentro de uma drogaria em Campo Grande, na zona oeste do Rio. Já o comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, tenente-coronel Luiz Gustavo de Lima Teixeira, 48, morreu após ter sido vítima de um ataque a tiros, no dia 26.

A morte do comandante foi questionada pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim. Em entrevista ao blogueiro do UOL Josias de Souza publicada nesta terça, Torquato declarou-se convencido de que o assassinato do comandante do batalhão não foi resultado de um assalto. ''Esse coronel que foi executado e ninguém me convence que não foi acerto de contas."

Ainda segundo o ministro, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e secretário de segurança, Roberto Sá, não controlam a Polícia Militar. Para ele, o comando da PM no Rio decorre de "acerto com deputado estadual e o crime organizado." O ministro diz também que os "comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio".

As declarações levaram Pezão a entrar com um questionamento formal a Jardim no STF, exigindo provas de suas acusações.

Segundo o governador, se há indícios de corrupção entre os agentes da PM fluminense, isso precisa ser investigado. "Não é possível deixar uma corporação com 49 mil policiais sob suspeita" afirmou Pezão.

Pezão lembrou ainda que outros órgãos, como a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e Câmara dos Deputados, também estão questionando o ministro. "Isso precisa ser esclarecido não só para a Polícia Militar, mas para toda a população."

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