Acabaram com a minha vida, diz mãe de bebê morta em atropelamento em Copacabana

Do UOL, em São Paulo

  • LUCIANO BELFORD/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

    19.jan.2018 - Niedja da Silva Araujo e Darlan Rocha, pais da bebê Maria Louise de 8 meses, que morreu em atropelamento

    19.jan.2018 - Niedja da Silva Araujo e Darlan Rocha, pais da bebê Maria Louise de 8 meses, que morreu em atropelamento

A mãe da bebê Maria Louise Araújo Azevedo, 8 meses, lamentou a morte da filha, atropelada na noite desta quinta-feira (18), em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, ao deixar o IML (Instituto Médico Legal) na manhã desta sexta-feira (19).

Os familiares não conseguiram liberar o corpo para o velório porque a certidão de nascimento estava rasgada. A polícia informou que orientou a família a tirar uma segunda via do documento e, depois disso, o corpo da menina poderá ser liberado.

Niedja da Silva Araújo chegou ao IML após ter alta médica. Ela estava com as pernas enfaixadas e foi carregada no colo pelo marido.

Em entrevista à "GloboNews", Niedja afirmou: "Foi tudo muito rápido. Eu só lembro quando estava no chão e não não vi nada". Na sequência, ela complementou: "Ele tem que pagar. A minha Maria. Eu amo tanto. Ele tirou de mim, assim, acabando com a minha vida".

Reprodução/Band

Maria Louise morreu na noite desta quinta-feira (18) quando Antônio Anaquim perdeu a direção do carro, um Hyundai i30 preto, e atropelou a menina e mais 16 pessoas. Ele afirmou à Polícia Civil ser epilético e ter sofrido um desmaio. Remédios receitados para epilepsia foram encontrados dentro do veículo.

As vítimas do acidente foram levadas para hospitais municipais do Rio. No Hospital Miguel Couto, no Leblon, zona sul, foram levadas 11 pessoas. Até a manhã desta sexta-feira, quatro já haviam recebido alta médica. Entre os que permanecem internados, estão três crianças e um australiano em estado gravíssimo, respirando por aparelhos.

No Hospital Souza Aguiar, no centro da cidade, duas pessoas permanecem internadas. Uma, com fratura na perna, fará cirurgia hoje, e outra, com fratura no braço, deve ser transferida para um hospital especializado em ortopedia. Uma outra vítima deixou o hospital por volta das 3h, à revelia, sob a alegação de que precisava viajar de volta ao seu Estado de origem. Três pessoas haviam recebido alta hospitalar até a manhã de hoje.

Testemunhas falam o que viram no acidente

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