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Jovem tem duas paradas cardíacas e morre após festa rave no DF

Ana Carolina Lessa tinha 19 anos e era estudante de enfermagem  - Reprodução/Facebook
Ana Carolina Lessa tinha 19 anos e era estudante de enfermagem Imagem: Reprodução/Facebook

Jéssica Nascimento

Colaboração para o UOL

26/06/2018 16h44

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de uma estudante de enfermagem de 19 anos após participar de uma festa rave, que ocorreu no último sábado (23). Como jovem não deu notícias à família, o caso chegou à polícia, que a encontrou na casa de um desconhecido. Ao deixar o local nesta segunda-feira (25), Ana Carolina Lessa passou mal e precisou ser levada ao Hospital São Matheus, onde sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e morreu.

Segundo Valda  Lessa, mãe da vítima, após a internação, foram encontrados hematomas e escoriações nas pernas e braços, além de ferimentos na região genital e no ânus da garota. O boletim de ocorrência, ao qual o UOL teve acesso, confirmou as informações. Valda acredita que a filha tenha sido dopada e estuprada.

O rapaz, dono do local onde a garota foi encontrada, diz que não a conhecia e conta que a encontrou em um matagal nas redondezas da festa, sem documentos e "visivelmente alterada". "Ela chegou na minha casa, tomou banho e disse que queria dormir na rede. No outro dia, comeu dois pães com ovos e foi embora com a mãe", explica.

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De acordo Alexander Trabac, delegado da 3ª Delegacia de Polícia, nenhuma hipótese foi descartada e todas as pessoas que tiveram contato com a vítima após o desaparecimento dela serão ouvidas, dos amigos que estavam com ela na festa até os profissionais do Hospital São Matheus. "O que vai explicar o que ocorreu, de fato, é o laudo cadavérico, que deve sair em até 20 dias", explica. Até lá, a Polícia Civil promete buscar imagens da festa eletrônica à procura de alguma pista sobre o caso.

A mãe afirma que não sabia da ida da garota a uma festa rave, que levou o nome de Arraial Psicodélico e começou às 17h do sábado. "Ela não usava drogas, pedia para eu confiar nela. Alguém colocou droga na bebida dela e fez o que fez. Os organizadores não ajudaram a minha filha", conta.

Valda diz que sempre pediu para a Ana Carolina "não frequentar esse tipo de evento", com "muita droga e gente perigosa". "Nunca imaginei que poderia perder minha filha dessa forma, a dor é muito grande", disse emocionada.

Em nota, os responsáveis pela festa informaram que "o evento estava preparado para qualquer eventualidade que colocasse em risco a vida dos participantes". Além disso, segundo o comunicado, o local dispunha de uma Unidade Tratamento Intensivo móvel, com salva vidas, brigadistas.

Ainda segundo os organizadores, os seguranças fizeram "rondas periódicas para evitar qualquer tipo de crime e, na entrada do evento" todos passaram por uma rigorosa revista, em que não era permitida a entrada de nenhum tipo de entorpecente".

Os responsáveis pelo evento tiveram ciência de que uma jovem foi atendida na unidade de socorro e já foi solicitado à empresa que prestou serviço um laudo médico do atendimento de Ana Carolina. Por fim, a nota diz que a organização da festa se coloca à disposição para "contribuir com a família e as autoridades que investigam o caso com o que for necessário para o esclarecimento dessa fatalidade".

Procurado, o Hospital São Matheus preferiu não comentar o caso.

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