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Polícia acha valores e guarda-roupa com fundo falso em casa de João de Deus

Polícia Civil encontra mala cheia de dinheiro em uma das casas de João de Deus - Divulgação/Polícia Civil de Goiás
Polícia Civil encontra mala cheia de dinheiro em uma das casas de João de Deus Imagem: Divulgação/Polícia Civil de Goiás

Mirthyani Bezerra

Do UOL, em São Paulo

21/12/2018 16h40

Dois dias depois de apreender R$ 400 e armas de fogo em endereço ligado a João Teixeira de Farias, 76, o João de Deus, agentes da Polícia Civil de Goiás encontraram nesta sexta-feira (21) mais valores em uma das casas do médium em Abadiânia. 

Nas buscas divulgadas hoje, foram localizadas uma mala cheia de dinheiro (ainda não se sabe o valor), além de outros itens de valor. A operação envolveu três endereços na cidade e em adjacências.

"Realizamos hoje três buscas e apreensões em endereços em Abadiânia e outras cidades. Se localizou mais dinheiro em uma das residências que ele utilizava, nos três endereços, três casas, que constam como sendo dele", afirmou o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes, durante entrevista coletiva a jornalistas no início da tarde, no Centro Integrado de Comando e Controle, em Goiânia.

Além da mala, agentes encontraram pedras preciosas e um fundo falso dentro de um guarda-roupa, com um cofre, que estava vazio. 

Agentes interrogaram também hoje dois funcionários da Casa Dom Inácio de Loyola -- espécie de hospital de cirurgias espirituais que João de Deus fundou no município. "Dois funcionários da Casa foram ouvidos também nas últimas horas. São dois funcionários que tinham uma coordenação interessante dentro das atividades que a casa desenvolvia", esclareceu Fernandes.

O delegado afirmou que o foco das investigações são os abusos sexuais que teriam sido cometidos por João de Deus, mas que possíveis provas sobre indícios de lavagem de dinheiro que estão surgindo serão encaminhadas a outros delegados especializados nessa área.

André Fernandes contou que, além do inquérito concluído ontem e que deu sustentação ao indiciamento do médium, a Polícia Civil de Goiás ainda tem oito inquéritos instaurados contra ele. "Das 16 mulheres que procuraram a Polícia Civil, são 16 situações que estão sendo investigadas, nove inquéritos policiais. Um foi concluído ontem e enviado ao poder judiciário de Abadiânia", explicou. 

A Polícia Civil de Goiás concluiu ontem a investigação do primeiro inquérito sobre o caso João de Deu, que foi indiciado por violação sexual mediante fraude. O caso agora está nas mãos do Ministério Público de Goiás, que decidirá se apresenta a acusação à Justiça. Uma entrevista coletiva a jornalistas foi marcada para a tarde de hoje. 

"Foi concluída porque como o indiciado está preso nós temos que concluir dentro do prazo legal para não incorrer em abuso e estar respondendo por isso", explicou o delegado. Segundo André Fernandes, as provas estão sendo coletadas e, assim que estiveram formatadas, outros inquéritos serão concluídos.

Segundo o relatório final do inquérito, no dia 24 de outubro, com o pretexto de fazer um tratamento espiritual, João de Deus abusou sexualmente de uma mulher de cerca de 40 anos. João de Deus é acusado de abusar de mais de 500 mulheres, alguns casos, no entanto, já prescreveram. 

"Aqueles outros casos prescritos para nós foram de extrema importância porque servem como prova testemunhal. Então, além do depoimento da vítima e toda as circunstâncias que foram pela vítima levantadas, todas aquelas diligências de buscas e apreensão dentro dos endereços somam-se essas provas testemunhais, que com certeza terão grande relevância no poder judiciário", afirma. 

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