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Ceará transfere mais 20 integrantes de facções para presídio federal

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

2019-01-09T08:59:19

2019-01-09T10:03:23

09/01/2019 08h59Atualizada em 09/01/2019 10h03

Mais 20 integrantes de facções criminosas foram transferidos do Ceará para o presídio federal de Mossoró (RN) nesta quarta-feira (9). A transferência, segundo o Ministério da Justiça, aconteceu durante a madrugada.

O pedido de transferência foi feito pelo governo estadual na última sexta-feira (4). Um dos presos já havia sido levado no último domingo (6). O ministério diz que a medida "só foi efetivada após definições dos presos e pedidos feitos pelo estado".

De Mossoró, eles serão transferidos para outros presídios federais, localizados em Brasília, Porto Velho, Campo Grande e Catanduvas (PR).

Segundo o ministério, é possível que o número de presos do Ceará transferidos para presídios federais aumente. A ação desta quarta envolveu o Ministério Público, a Justiça Estadual do Ceará, o ministério e a Justiça Federal de Mossoró.

A crise na segurança no Ceará começou na noite da última quarta (2). Ataques foram registrados no estado em decorrência de uma intenção do governo de não mais separar integrantes de facções nos presídios cearenses.

Em razão das ocorrências, os agentes de segurança já prenderam 215 pessoas desde o início da crise, de acordo com dados do governo estadual divulgados nesta quarta. Nas ruas, 500 integrantes da Força Nacional auxiliam a polícia cearense no combate às ocorrências.

Em entrevista exclusiva ao UOL na terça (8), o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), disse que o ministro da Justiça, o ex-juiz federal Sergio Moro, é um aliado contra o crime organizado. Santana também disse que nenhum estado conseguirá resolver a questão das facções criminosas de maneira isolada.

Santana também elogiou Moro por ter atendido seu pedido por vagas em presídios federais para os líderes de organizações criminosas. O governador diz ainda que não houve atraso na ajuda solicitada ao governo federal. "[Moro agiu] absolutamente dentro do prazo", afirmou.

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