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Governo anuncia recompensa a quem der informações sobre ataques no CE

Jarbas Oliveira/Estadão Conteúdo
10.jan.2019 - Vista de ônibus incendiado no loteamento Paraíso Verde, no bairro Siqueira, em Fortaleza Imagem: Jarbas Oliveira/Estadão Conteúdo

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

2019-01-11T20:51:05

11/01/2019 20h51

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), anunciou na noite desta sexta-feira (11) que a Assembleia Legislativa deve se reunir de forma extraordinária neste sábado (12) para votar medidas emergenciais que ajudem o estado a conter a crise de segurança. Entre as medidas, está o pagamento de valores a pessoas que ajudarem a polícia com informações sobre os ataques que ocorrem no Ceará desde o dia 2.

A medida foi chamada de "Lei da Recompensa", que prevê o "pagamento em dinheiro, pelo estado, para informações que sejam prestadas pela população à Polícia e que resultem na prevenção de atos criminosos e prisão de bandidos envolvidos nas ações".

Outra medida é a convocação de policiais militares da reserva para ajudarem a tropa que está em operação nas ruas. Uma terceira ação é o aumento da quantidade de horas extras que podem ser pagas a todos os policiais e bombeiros, com objetivo de "aumento da força de trabalho."

O anúncio foi feito pelo governador, que ainda citou "outras leis que visam fortalecer o combate ao crime organizado." O teor delas, entretanto, não foi informado.

Camilo Santana ainda autorizou a convocação imediata de mais 220 agentes penitenciários para atuar no sistema. No início da crise, 220 já haviam sido convocados na semana passada para atuar nas unidades.

"Repito que essas medidas, além de todas que já tomamos, têm o objetivo de fortalecer o esquema de segurança de nosso estado no duro combate ao crime organizado, que atua nas ruas e no sistema penitenciário. Não aceitamos que, aqui no Ceará, criminosos presos continuem dando ordem de comando de dentro das prisões, como acontece há décadas em todo o Brasil", disse Camilo. 

O governador voltou a elogiar a união dos poderes como crucial para cessar a onda de ataques e afirmou que não vai negociar com criminosos.

"Governo, Poder Legislativo e Judiciário do Estado, além do Ministério Público e entidades civis, estão todos unidos. Assim como estamos unidos ao Governo Federal, através dos ministérios da Defesa, e da Justiça e Segurança Pública, para enfrentar o crime que tenta se impor contra o nosso estado e contra o país. Não há recuo", finalizou.

Ao todo, 319 pessoas foram presas até a tarde desta sexta-feira, suspeitas de envolvimento nos atentados no estado --que já passam de 170 ocorrências em 10 dias