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Homem é preso por torturar a mulher por 6 horas no RJ, diz polícia

Mulher disse à polícia ter sido agredida por 6 horas pelo marido em Nova Iguaçu (RJ) - Divulgação/Polícia Civil
Mulher disse à polícia ter sido agredida por 6 horas pelo marido em Nova Iguaçu (RJ) Imagem: Divulgação/Polícia Civil

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

07/03/2019 13h11

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu ontem um homem suspeito de torturar por seis horas e ameaçar a mulher na casa onde moravam em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Davi Pereira de Souza, 34, foi preso em flagrante por agentes da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) e, segundo a polícia, o caso já foi encaminhado à Justiça. O agressor vai responder pelos crimes de tortura e ameaça.

A delegada Mônica Areal contou que as agressões ocorreram na terça-feira (5) de Carnaval e foram motivadas por mensagens de celular enviadas à vítima. De acordo com o depoimento dela, a mulher foi agredida durante seis horas com chutes e socos. Davi ainda teria usado um soquete de cozinha e um alicate para torturar a companheira.

"Ela foi submetida a um intenso sofrimento físico e mental. Ele espancava e parava, espancava e parava. A mulher contou ainda que ele ameaçava dar veneno para ela. Até que uma hora, ele cortou o cabelo dela bem curtinho com uma faca."

De acordo ainda com a delegada, a vítima aproveitou um momento de distração do marido e fugiu de casa. Ela se abrigou em uma área de mata, onde passou a noite. No dia seguinte, procurou atendimento médico e ajuda na delegacia.

Davi foi preso na residência do casal. Segundo a delegada, em um primeiro momento, ele negou o crime, mas depois confessou ter agredido a mulher. Davi não tem passagem pela polícia e, de acordo com a vítima, foi a primeira vez que ele a agrediu.

"Isso nem é o comum. Geralmente, a gente observa nesses casos uma escalada de violência, mas não foi o que ocorreu. Ele torturou a mulher entre 14h e 20h. Ela estava muito machucada. Chegou na delegacia sem conseguir levantar o braço direito."

O UOL ainda não conseguiu contato com a defesa do suspeito. 

Grávida morre ao ser agredida por marido

Ontem, outro caso de violência contra a mulher levou à prisão Oberdan Gonçalves Braga, 45. Ele é suspeito de agredir a mulher que estava grávida de 27 semanas. Maria Edjane Lima, 35, morreu após dar entrada no Hospital da Mulher em Barra Mansa, no Sul Fluminense.

A vítima foi submetida a uma cesárea de emergência. O bebê nasceu prematuro e segue internado na UTI Neonatal da unidade. 

Ao ser internada, a gestante relatou no hospital que havia sido agredida pelo marido, que foi à unidade de saúde, segundo a PM, arrumando confusão e exigindo os documentos da esposa. Ele foi encaminhado para a delegacia da região e liberado em seguida.

Ontem, Braga foi preso e indiciado por lesão corporal seguida de morte. Maria morava em João Pessoa (PB) e se mudou para Barra Mansa após engravidar de Braga.

O corpo da vítima se encontra no IML (Instituto Médico Legal) da região. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do suspeito.

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