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Corregedoria investiga agressões de PMs durante desocupação de favela em SP

Incêndio atingiu a Favela do Cimento horas antes da reintegração de posse - Marcelo Gonçalves/ Estadão Conteúdo
Incêndio atingiu a Favela do Cimento horas antes da reintegração de posse Imagem: Marcelo Gonçalves/ Estadão Conteúdo

Leonardo Martins e Camila Rodrigues da Silva

Do UOL, em São Paulo

26/03/2019 18h35

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo investiga denúncias de agressões por parte de policiais durante a desocupação da favela do Cimento, na zona leste de São Paulo, na madrugada de sábado para domingo.

A favela era improvisada na beira da Radial Leste, uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo, ao lado dos carros. A reportagem do UOL presenciou a ação e ouviu quatro relatos de violência por parte da PM. Dois deles foram citados na denúncia da ouvidoria.

No ofício, o ouvidor das Polícias, Benedito Domingos Mariano, pede que o órgão investigue os relatos de agressão, incluindo o do carroceiro Carlos Henrique Prado de Farias, 31.

"Um [policial] magrinho deu com o cassetete na cabeça e um grandão, nas costas. Ainda pegaram minha carteira do meu bolso e nem jogaram na rua depois", disse Farias à reportagem. Ele afirma que voltava para casa quando foi abordado próximo ao local do conflito.

A denúncia, encaminhada ontem pelo ouvidor das Polícias, Benedito Domingos Mariano, também cita o autônomo Soleo da Conceição Ramos, 21. Ele levou um tiro de bala de borracha na perna e já tinha marcas similares decorrentes de outras ações de despejo.

Em nota a SSP informou que a "PM não compactua com desvios de conduta de seus agentes e orienta que quaisquer denúncias sobre a atuação dos policiais sejam formalizadas por meio da Corregedoria da Polícia Militar".

Incêndio deixou 1 morto

UOL Notícias

Incêndio antes da reintegração de posse

Um incêndio teve início no local horas antes de a reintegração de posse. Uma pessoa morreu devido às chamas.

Um homem não identificado foi internado em estado grave com queimaduras na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital particular Salvalus, na Mooca, às 20h30 de sábado, uma hora depois do início do fogo na comunidade.

De acordo com o hospital, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no início da tarde de domingo.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) disse que um suspeito de ter incendiado a favela foi preso. Ele estaria com um galão com restos de gasolina próximo ao local.

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