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Universitária é encontrada morta em lago no DF; família contesta polícia

Jéssica Nascimento

Colaboração para o UOL, em Brasília

02/04/2019 15h18

O corpo de uma estudante universitária de 19 anos foi encontrado boiando no Lago Paranoá, em Brasília (DF), na tarde de ontem. Natália Ribeiro dos Santos estava desaparecida desde o último domingo (31), quando foi vista pela última vez em um churrasco com amigos no Clube Almirante Alexandrino (Caalex). Segundo testemunhas, a mulher desapareceu após entrar na água com o suspeito. Um jovem foi ouvido por duas horas pela polícia e liberado.

De acordo com o boletim de ocorrência, a qual o UOL teve acesso, a vítima teria conhecido o suspeito, que também teria 19 anos, ainda no churrasco. Um dos amigos de Natália contou que o homem estava com a namorada e, após a companheira deixar a festa, o suspeito teria sido convidado por Natália para ir ao lago. Ambos ficaram no local por 30 minutos e ele voltou para a festa sozinho. Colegas questionaram onde estava a estudante e o suspeito disse que não sabia, que estava bêbado.

Segundo a polícia, o jovem ouvido e liberado tem uma marca de mordida no braço e passou por exame no IML. Imagens de câmeras de segurança mostram ele e Natália juntos na beira do lago. No vídeo, os dois entram no espelho d'água. Ele sai da água, mas ela fica sozinha. Ele se senta, observa e sai. Porém, não é possível ver com clareza o que ocorre em seguida e Natália não foi mais vista.

A delegacia responsável pela investigação trata o caso como afogamento, mas a família contesta a versão. A mãe da jovem, Edvania Ribeiro, disse que a filha sabia nadar desde criança. Ela não acredita que a morte da filha tenha sido um acidente.

Viajava sempre para lugares com praia, sabia nadar muito bem. Ela não merecia morrer tão cedo, dessa forma do jeito que foi

Edvania Ribeiro, mãe de Natália Ribeiro dos Santos

Edvania explicou que espera justiça para o caso. "É uma dor muito grande o que está acontecendo. Minha filha só fazia o bem. Amava viajar, conhecer lugares diferentes e era amiga de todo mundo. Eu quero que quem tenha feita isso, pague", desabafou a mãe, enquanto segurava um porta-retrato com uma foto da filha.

"Não tinha inimizades"

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram
A jovem cursava o curso de letras na Universidade de Brasília (UnB) e segundo a mãe, não tinha inimizades. Ela morava sozinha, em um apartamento próximo à casa da mãe, na região do Paranoá. Nas redes sociais, era seguida por mais de 40 mil pessoas e chamava a atenção pela beleza.

Poucas horas depois da confirmação da morte, amigos lotaram os comentários em fotos da jovem. "Não acredito que você se foi", disse um colega. A expectativa, segundo a mãe, é que Natália seja enterrada na tarde desta quarta-feira no cemitério da cidade.

Marinha colabora com investigação

Em nota, o Comando do 7º Distrito Naval, responsável pelo Caalex, informou que uma das churrasqueiras foi alugada por um sócio para um evento particular no domingo e que foi informado sobre o desaparecimento da jovem na segunda-feira.

"A Marinha do Brasil abriu um procedimento administrativo para o esclarecimento do acontecido e, junto com o Clube Almirante Alexandrino, está colaborando com as autoridades policiais para elucidação dos fatos", disse um trecho do texto.

Cotidiano