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Sobe para 10 o número de mortos após chuvas no Rio de Janeiro

Gabriel Sabóia, Tais Villela, Marcela Lemos e Marina Lang

Do UOL, no Rio, e colaboração para o UOL, no Rio

09/04/2019 13h26Atualizada em 10/04/2019 13h04

Chegou a dez o número de mortos devido às chuvas que atingem desde ontem no Rio de Janeiro. Duas mortes foram confirmadas na noite de hoje pelo Corpo de Bombeiros: uma no bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio, e outra no Morro da Babilônia, no Leme, zona leste da cidade.

Gilson Cezar Cerqueira, 42, estava sendo procurado desde hoje cedo no imóvel onde outros dois corpos foram encontrados de manhã, no Morro da Babilônia.

A 10ª vítima também era homem e morreu por afogamento. Ele foi encontrado no bairro Santa Cruz, mas sua identidade não foi divulgada.

Desde ontem à noite, o Rio de Janeiro está em "estágio de crise" - o mais grave em uma escala de três níveis estabelecido pela prefeitura. Segundo o sistema de Alerta da Prefeitura do Rio, a chuva deve se estender até pelo menos amanhã à tarde, mas em menor intensidade.

Os bombeiros informaram que continuam atendendo ocorrências como quedas de árvores e salvamentos após inundações, desabamentos e deslizamentos, mas não divulgaram se ainda há desaparecidos. Foram registradas mais de 2 mil ocorrências nas últimas 24h em todo o Estado. A média diária é de 1.200 chamados.

As vítimas foram encontradas sobretudo nas zonas oeste e sul da cidade - as mais afetadas pelo temporal:

Zona sul: 7 mortos

Zona oeste: 3 mortos

  • 1 homem morreu eletrocutado ao tentar retirar a água de casa em Santa Cruz: Leandro Ramos Pereira, 40
  • 1 homem morreu no bairro de Santa Cruz, vítima de afogamento; sua identidade não foi divulgada
  • 1 homem foi achado em Guaratiba: ele não foi identificado, aparenta ter 30 anos e foi encontrado perto de uma ponte entre as avenidas Barão de Cocais e São José dos Campos

09.abr.2019 - O que sobrou de táxi soterrado na avenida Carlos Peixoto, na zona sul do Rio de Janeiro - Taís Vilela/UOL
09.abr.2019 - O que sobrou de táxi soterrado na avenida Carlos Peixoto, na zona sul do Rio de Janeiro
Imagem: Taís Vilela/UOL

Aulas suspensas na rede municipal

A avenida Niemeyer está interditada desde a noite de ontem e a ciclovia Tim Maia voltou a ter um trecho danificado por conta do mau tempo. As aulas foram suspensas na rede municipal e o governo do estado decretou ponto facultativo em órgãos públicos.

Além da Niemeyer, também estão totalmente interditadas as seguintes vias: Alto da Boa Vista e Grajaú-Jacarepaguá.

Bombeiros retiram corpos de táxi soterrado

UOL Notícias

Sirenes não tocaram na Babilônia

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), afirmou que as sirenes de emergência da prefeitura não foram acionadas no local.

"Os pluviômetros marcaram 35 mm de chuva. Era para tocar com 55 mm. Revemos o protocolo e depois descemos para 45. Na Babilônia, chegamos a 39 mm. Não era uma chuva que inspirava riscos maiores [no local]", disse o prefeito durante entrevista coletiva realizada nesta manhã.

No total, 39 sirenes foram acionadas em 21 comunidades e áreas de riscos de deslizamentos, segundo a prefeitura.

Crivella diz que errou

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), disse que sua gestão falhou ao não se antecipar às fortes chuvas.

"(O trabalho de prevenção de crise) Não foi efetivo não. Imaginávamos que viria chuva forte, mas não imaginávamos que fosse cair com tanta força na zona sul", disse.

Pelo Twitter, o governador Wilson Witzel (PSC) lamentou a tragédia.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado no texto, o nome da avenida interditada no Rio é Niemeyer. O texto foi corrigido.

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