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Bombeiros retiram corpos de avó, neta e taxista dentro de carro no Rio

Gabriel Sabóia, Taís Vilela e Marina Lang

Do UOL e colaboração para o UOL, no Rio

09/04/2019 12h37Atualizada em 09/04/2019 20h59

Com pás para remover a terra e jatos d'água, o Corpo de Bombeiros resgatou hoje três corpos de um carro soterrado na zona sul do Rio. São um taxista, uma avó e sua neta que saíam de um shopping na zona sul ontem à noite, quando começava o temporal que causou estragos em diversos pontos do Rio.

Há quase 24 horas, o Rio de Janeiro está em "estágio de crise" - o mais grave em uma escala de três níveis estabelecido pela prefeitura. As chuvas deixaram ao menos dez mortos.

Segundo o sistema de Alerta da Prefeitura do Rio, a chuva deve se estender até pelo menos amanhã à tarde, mas em menor intensidade.

Reprodução/Facebook
Imagem: Reprodução/Facebook
Nesta tarde, a poucos metros do Shopping Rio Sul, um dos mais tradicionais da cidade, sacos pretos cobriam os corpos das vítimas que acabavam de ser resgatados pelos bombeiros. Minutos depois, um militar retirou uma mochila infantil do carro, que estava desaparecido desde ontem à noite.

Às 21h45, a astróloga Lúcia Xavier Sarmento Neves, 64, e a neta dela, Júlia Neves, 6, deixaram o Shopping Rio Sul, em Botafogo, e entraram no táxi de Marcelo Tavares Marcelino. Eles foram surpreendidos por um deslizamento de terras na avenida Carlos Peixoto, a poucos metros do estabelecimento comercial.

09.abr.2019 - O que sobrou de táxi soterrado na avenida Carlos Peixoto, na zona sul do Rio de Janeiro - Taís Vilela/UOL
09.abr.2019 - O que sobrou de táxi soterrado na avenida Carlos Peixoto, na zona sul do Rio de Janeiro
Imagem: Taís Vilela/UOL

Sirenes não tocaram na Babilônia

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), afirmou que as sirenes de emergência da prefeitura não foram acionadas no local.

"Os pluviômetros marcaram 35 mm de chuva. Era para tocar com 55 mm. Revemos o protocolo e depois descemos para 45. Na Babilônia, chegamos a 39 mm. Não era uma chuva que inspirava riscos maiores [no local]", disse o prefeito durante entrevista coletiva realizada nesta manhã.

No total, 39 sirenes foram acionadas em 21 comunidades e áreas de riscos de deslizamentos, segundo a prefeitura.

Crivella diz que errou

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), disse que sua gestão falhou ao não se antecipar às fortes chuvas.

"(O trabalho de prevenção de crise) Não foi efetivo não. Imaginávamos que viria chuva forte, mas não imaginávamos que fosse cair com tanta força na zona sul", disse.

Pelo Twitter, o governador Wilson Witzel (PSC) lamentou a tragédia e disse que decretou ponto facultativo no estado.

Cotidiano