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IML diz que jovem achada morta em lago usou drogas um dia antes de festa

Natália Ribeiro dos Santos foi encontrada morta no Lago Paranoá, em Brasília - Reprodução/Instagram
Natália Ribeiro dos Santos foi encontrada morta no Lago Paranoá, em Brasília Imagem: Reprodução/Instagram

Jéssica Nascimento

Colaboração para o UOL, em Brasília

16/04/2019 11h54

Exames toxicológicos apontam que Natália Ribeiro dos Santos, de 19 anos, consumiu drogas e bebida alcoólica um dia antes de morrer. O laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML) também confirma que a jovem foi responsável pela mordida no braço de Wendel Yuri de Souza Caldas, 19, última pessoa a ser vista com a universitária.

Os resultados mostram que Natalia utilizou cocaína, ecstasy e metanfetamina. Também foi encontrado 0,7 miligramas por litro de álcool no sangue da jovem. Os peritos não conseguiram dosar a quantidade de drogas que a estudante consumiu.

No dia 11, o IML havia divulgado que Natália morreu vítima de asfixia por afogamento, que é a linha de investigação da polícia desde o início. De acordo com a Polícia Civil, o relatório também aponta que as marcas e escoriações que estavam no corpo da estudante aconteceram após a morte dela. Ela também não sofreu violência sexual, segundo o laudo.

A família da estudante não acredita em afogamento involuntário. Ao UOL, a advogada da família diz que não teve acesso ao laudo com os exames toxicológicos. Mas, assim que estiver com a documentação em mãos, vai se manifestar. Segundo a mãe da jovem, Natália sabia nadar.

O defensor público Carlos André Praxedes afirma que a mordida dada por Natália em Wendel não tem relevância para a investigação. "A mordida não foi de agressividade, mas de brincadeira. Ambos estavam sob efeito de álcool e as testemunhas relatam que eles brincaram de mordidas, lutinhas. Não houve agressão", explica.

Segundo ele, o jovem não pode ser indiciado por nenhum crime. "Não havia relação entre os dois, eles se conheceram no dia. A perícia ainda analisa dois celulares e também o vídeo que aparecem os dois no lago. Eles desaparecem na água por dois segundos, não havia tempo de fazer nada". O jovem foi ouvido pela polícia e liberado.

Drogas e álcool podem ter facilitado afogamento, diz médico

O médico Rogério do Carmo Moreira, que trabalha no SAMU-DF, explica que é possível avaliar a hipótese de que o afogamento tenha sido causado pelo consumo de substâncias entorpecentes, como álcool e drogas.

"Elas atuam no sistema nervoso central, diminuindo os reflexos e mudança no comportamento, como diminuição da percepção do perigo e aumento da coragem de fazer coisas consideradas perigosas. Por exemplo: ela poderia ter tido coragem de pular de uma ponte, ou atravessar o lago nadando, e não ter aguentado ou conseguido sair ou completar o nado. Mas toda morte violenta - como o afogamento - tem que ser investigada para ver se não houve crime envolvido, resultando na morte da pessoal", pontua o especialista.

Moreira também explica que as substâncias encontradas no sangue da estudante fazem com que o usuário fique mais vulnerável. E se usados em grande quantidade, e ainda associados, podem levar a perda dos sentidos. "Na água, principalmente, onde é exigido um esforço intenso do corpo para flutuar e respirar, o uso das substâncias entorpecentes podem levar a um desfecho desfavorável", explica.

Relembre o caso

O corpo de Natália foi encontrado boiando no Lago Paranoá, em Brasília, no dia 1º de abril. A jovem foi vista pela última vez em um churrasco com amigos no Clube Almirante Alexandrino (Caalex), em 31 de março. Segundo testemunhas, ela desapareceu após entrar na água com Wendel Yuri. Ele foi ouvido pela polícia e liberado.

Imagens de câmeras de segurança mostram ele e Natália juntos na beira do lago. No vídeo, os dois entram no espelho d'água. Ele sai da água, mas ela fica sozinha. Ele se senta, observa e sai. Porém, não é possível ver com clareza o que ocorre em seguida e Natália não foi mais vista.

Jovem é encontrada morta no lago Paranoá

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