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RJ: mulher morre e outras quatro pessoas ficam feridas em operação na Maré

12.jun.2019 - Operação do Batalhão do Choque no Complexo da Maré, na zona norte carioca - José Lucena/Estadão Conteúdo
12.jun.2019 - Operação do Batalhão do Choque no Complexo da Maré, na zona norte carioca Imagem: José Lucena/Estadão Conteúdo

Marcela Leite

Do UOL, em São Paulo

12/06/2019 20h50

Uma mulher morreu hoje depois de ser baleada durante uma operação do Bope (Batalhão de Operações Especiais) no Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro. Sheila Machado de Oliveira chegou a ser levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Maré, mas não resistiu, segundo a Secretaria de Estado de Saúde.

Policiais trocaram tiros com criminosos na área pelo terceiro dia seguido. Segundo a Polícia Militar, outras quatro pessoas ficaram feridas na operação e levadas para hospitais estaduais.

As linhas Vermelha e Amarela, que margeiam a Maré, foram interditadas depois que Paulo Roberto Silva Taveira, o Cara Preta, foi atingido em um tiroteio com homens do Bope na Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré.

De acordo com a polícia, Cara Preta é chefe do tráfico de drogas na comunidade Chapéu Mangueira, no Leme, próxima à praia de Copacabana. Ele foi Levado para o Hospital Geral de Bonsucesso e tem quadro de saúde estável.

Na versão dos PMs do Bope, os agentes patrulhavam a comunidade Vila dos Pinheiros quando foram recebidos a tiros por criminosos e houve confronto. Após cessarem os tiros, Cara Preta foi encontrado ferido.

De acordo com a PM, a morte de Sheila foi confirmada na noite de hoje e o caso está com a Divisão de Homicídios da Capital.

Em nota, a Polícia Civil informou que uma perícia foi feita no local onde a mulher morreu e que a Delegacia de Homicídios da Capital instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte.

Denúncia de violações

Moradores do Complexo da Maré denunciam violações cometidas por homens da PM (Polícia Militar) nas comunidades da região desde a última segunda-feira (10).

A Defensoria Pública anunciou hoje o envio de um ofício ao comando do COE (Centro de Operações Especiais), pedindo informações sobre os relatos dos moradores.

O UOL perguntou à Secretaria de Polícia Militar se investigações seriam abertas para apurar as denúncias, mas não obteve resposta. A pasta limitou-se a informar "que, como tem demonstrado ao longo de sua história, a corporação não coaduna e pune com o máximo rigor qualquer desvio de conduta em seus quadros, conduzindo os processos apuratórios com base na legislação vigente".

A PM ainda destacou que os canais de denúncias garantem animato. "A Corregedoria da Polícia Militar segue à disposição para receber denúncias de ações ilícitas envolvendo policiais militares, garantindo o anonimato do denunciante. As denúncias podem ser encaminhadas pelo WhatsApp através do número (21) 97598-4593; pelo telefone (21) 2725-9098 ou ainda pelo e-mail denuncia@cintpm.rj.gov.br."

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