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FAB investiga se sargento preso na Espanha passou por raio-X no Brasil

Aeroporto de Sevilha, na Espanha - Raul Urbina / Aena - Divulgação
Aeroporto de Sevilha, na Espanha Imagem: Raul Urbina / Aena - Divulgação

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

27/06/2019 17h27

O porta-voz da FAB (Força Aérea Brasileira), major Daniel Oliveira, afirmou hoje que um Inquérito Policial Militar foi aberto para investigar como o sargento preso na Espanha na última terça-feira (25), sob suspeita de transportar 39 quilos de cocaína, conseguiu embarcar com droga em avião oficial para a Europa.

Uma dos pontos que o inquérito deverá apurar, disse o porta-voz, é se a tripulação da aeronave passou por inspeções, como as feitas por equipamentos de raio-X, antes do embarque e da decolagem.

O major disse que, em voos destinados para o transporte do presidente, a inspeção de bagagens é feita pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Mas como o voo em questão era de uma aeronave reserva, disse o porta-voz, a checagem das bagagens foi feita apenas pela FAB.

O sargento brasileiro Manoel Silva Rodrigues, 38, preso com 39 quilos de cocaína, estava em um voo de apoio à delegação do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que deveria fazer escala na Espanha em sua viagem à reunião do G20, no Japão.

Após o incidente, a escala foi alterada para Lisboa, em Portugal.

"Não admitimos criminosos"

O ministro da Defesa, Fernando de Azevedo e Silva, disse hoje que a pasta não vai "admitir criminosos", em referência ao militar preso.

"Houve quebra de confiança", continuou o ministro, em um pronunciamento que durou menos de cinco minutos.

Ele também disse que o Ministério da Defesa vai divulgar todas as informações que puderem ser disponibilizadas sobre o caso e classificou o caso de "inadmissível".

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