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RJ: menino de 5 anos é baleado na cabeça e pai se fere ao tentar protegê-lo

Menino de 5 anos é socorrido após ser baleado em Engenho Novo, no Rio - Reprodução/TV Globo
Menino de 5 anos é socorrido após ser baleado em Engenho Novo, no Rio Imagem: Reprodução/TV Globo

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

28/01/2020 11h12Atualizada em 28/01/2020 13h26

Um menino de 5 anos foi atingido na cabeça por uma bala na noite de ontem, no bairro do Engenho Novo, na zona norte do Rio de Janeiro. A.G.M. passou por cirurgia e está em estado grave no Hospital Salgado Filho, no Méier.

O garoto estava na companhia do pai em uma partida de futebol no morro São João, quando começou um tiroteio entre policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) e supostos traficantes.

De acordo com o tio do menino, João Paulo, o pai se jogou por cima do filho e colocou a mão na cabeça do garoto para protegê-lo do tiroteio. No entanto, os dois foram baleados. A bala perfurou a mão do pai e atingiu A.G.M. na cabeça.

"Toda segunda-feira tem esse futebol dos amigos do meu irmão, isso nunca tinha acontecido, mas aconteceu esse tiroteio. Meu irmão pegou meu sobrinho, se deitou em cima dele, colocou a mão na cabeça dele, mas a bala atingiu a mão do meu irmão e depois a cabeça do A., onde ficou alojada. O pai dele tomou 12 pontos, mas isso não foi nada. Ele está em choque, desesperado, está tremendo, não consegue falar nem comer. Ele fez o que podia para proteger meu sobrinho", disse o tio da criança.

O pai de A.G.M. foi atendido e liberado no mesmo dia do hospital. De acordo ainda com a família, o menino foi operado e transferido no fim da manhã de hoje para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

"O neurocirurgião fez a cirurgia, viu se tinha hemorragia e deixou ele estável, mas o estado de saúde é grave. O hospital fez o que podia", contou o tio. Segundo ele, o menino passa por uma série de exames.

Apesar da cirurgia, o projétil ainda não foi retirado da cabeça do garoto. "O pai está muito nervoso. Eu sei que a bala não foi removida. Não sei se não podia ser retirada, se era melhor esperar ou se não conseguiram. Não entendi o motivo, sei que tudo foi feito, mas a bala continua lá", explicou o tio.

O garoto gostava de acompanhar o pai nas partidas de futebol, tem uma irmã de 12 anos e praticava judô.

Procurada, a PM informou que equipes da UPP São João estavam em deslocamento pela comunidade quando foram atacadas a tiros por criminosos. "Os policiais reagiram e ocorreu confronto no local. Posteriormente, a equipe policial foi informada que duas pessoas feridas, sendo uma criança, foram socorridas para hospital da região", disse.

Já a Polícia Civil informou que foi instaurado um inquérito para apurar o caso. "Testemunhas serão ouvidas. Outras diligências estão sendo realizadas para esclarecer o fato", explicou, através de nota.

Vítimas de bala perdida

Arthur é a segunda criança vítima de bala perdida este ano no Rio de Janeiro. No dia 10, uma menina de oito anos morreu depois de ser atingida na cabeça quando estava no sofá de casa, na cidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Baleado em bar na zona sul

No sábado, um jovem foi atingido dentro de um bar no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio. De acordo com a PM, a vítima foi atendida em um hospital particular da região que constatou um projétil nas costas. A Polícia Civil disse através de nota que foi instaurado um inquérito para apurar o caso e que diligências estão em andamento.

O jovem foi identificado como Felipe Fucs Mizrahy, 22 anos. Segundo o hospital, o quadro de saúde é estável. O paciente está lúcido, "conversando e com alta do CTI programada para hoje", informou o hospital particular por meio de nota.

Cotidiano