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4 meses

TJ concede liberdade provisória a suspeito de ser segurança de Adriano

O miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega - Reprodução
O miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega Imagem: Reprodução

Alexandre Santos

Colaboração para o UOL, em Salvador

11/02/2020 20h51

Resumo da notícia

  • Leandro o responsável por apontar a chácara em que miliciano estava escondido
  • Ele foi detido na mesma operação que resultou na morte de Adriano

O TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia) concedeu liberdade provisória ao empresário e pecuarista Leandro Abreu Guimarães, apontado pela polícia como segurança do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega. Conhecido como Capitão Adriano, ele foi morto no domingo (9) durante confronto com forças de segurança da Bahia, no município de Esplanada, a 171 quilômetros de Salvador.

A informação foi confirmada ao UOL pelo MP-BA (Ministério Público da Bahia). A decisão foi proferida após o promotor de Justiça Dário José Kist entrar com um pedido para que a prisão em flagrante de Leandro fosse convertida em prisão preventiva.

Segundo a assessoria do MP, o juiz responsável pelo caso, contudo, mudou sua interpretação e determinou que seja concedida liberdade provisória mediante pagamento de fiança e uso de tornozeleira eletrônica. Procurado, o TJ-BA não informou o nome do magistrado que assinou a decisão.

De acordo com o MP, o pedido de prisão preventiva se deu porque Leandro possivelmente tinha conhecimento de quem era Adriano e sabia de sua associação com a atividade criminosa. Foi Leandro o responsável por apontar a chácara em que o ex-PM estava escondido.

Vídeo mostra casa onde Capitão Adriano foi morto na Bahia

TV Folha

Suspeitas

Leandro foi detido na mesma operação que resultou na morte de Adriano. Ele é acusado de porte ilegal de armas, já que naquela ocasião portava duas espingardas e um revólver não registrados.

O pecuarista estava preso no Draco (Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado) da Bahia.

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, ele é dono da fazenda e parque de vaquejada Gilton Guimarães, utilizado como penúltimo esconderijo pelo chefe do Escritório do Crime, grupo paramilitar que comanda a comunidade do Rio das Pedras, no Rio de Janeiro.

Em depoimento, Leandro contou que o ex-capitão do Bope chegou à região de Esplanada no fim do ano passado em busca de fazendas para comprar.

Ele afirmou que os dois já se conheciam do circuito de vaquejadas em cidades do Nordeste. O pecuarista, porém, contou à polícia que conhecia Adriano como criador de cavalos e negou que soubesse se tratar de um foragido da Justiça e envolvido com crimes.

A possível ligação entre Leandro e Adriano e a suspeita de que o ex-PM lavava dinheiro com compras de animais e terras serão apuradas pelo pelo próprio Draco.

Cotidiano