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Coronavírus: Witzel defende usar "fita e barreira" para evitar aglomerações

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel - Dikran Junior/Futura Press/Estadão Conteúdo
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel Imagem: Dikran Junior/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

09/04/2020 08h43

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse hoje em entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo, que os prefeitos precisam ter mais ação no controle urbano para o combate à disseminação do novo coronavírus.

"Os prefeitos têm que botar fita e barreira. O calçadão está movimentado? Vai lá e fecha. Tem camelô? Isola", afirmou Witzel. Antes, a emissora havia mostrado imagens de uma feirinha que continua funcionando nos arredores da Central do Brasil, no centro da capital fluminense. A gestão municipal está a cargo do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos).

Witzel também estimou que o controle da infecção pelo novo coronavírus deve durar cerca de dois anos. "Vamos passar uns dois anos fazendo esse controle. Abre a torneira, fecha a torneira", disse.

Ele defendeu ainda que, caso seja necessário aumentar a restrição feita através das medidas de isolamento, as autoridades policiais possam atuar em caso de descumprimento. "É preciso ter instrumentos para, se precisarmos, termos medidas mais duras", afirmou.

O governador também não descartou a possibilidade de voltar a restringir os controles nas 30 cidades do interior do estado -na terça (7), Witzel autorizou que 30 municípios do estado que ainda não têm casos do novo coronavírus retomassem o funcionamento dos estabelecimentos comerciais.

Na entrevista, Witzel voltou a defender as medidas de isolamento social como forma de conter o avanço da covid-19: "as pessoas ainda não entenderam a gravidade do problema. Aquele que está na rua hoje está levando risco para toda a sociedade. Por isso ele deve ficar em casa", afirmou.

O governador ainda comentou uma declaração do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, de que haveria um "plano de manejo" para o controle do coronavírus que seria implementado em uma comunidade do Rio.

Witzel disse não ter conhecimento do projeto e declarou que a principal medida para barrar o avanço da covid-19 nas áreas mais pobres é ficar em casa.

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