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Promotoria alerta Covas sobre riscos de saques e vandalismo em SP

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), durante coletiva de imprensa online no dia 17 de maio - Reprodução
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), durante coletiva de imprensa online no dia 17 de maio Imagem: Reprodução

Rogério Gentile

Colunista do UOL

20/05/2020 04h00

A Promotoria de Direitos Humanos alertou o prefeito Bruno Covas (PSDB) sobre o risco de haver saques a estabelecimentos comerciais e episódios de vandalismo na cidade de São Paulo em razão da pandemia do coronavírus.

A advertência consta de dois documentos enviados pelos promotores Anna Trotta Yaryd e Eduardo Ferreira Valerio à prefeitura. "Graves distúrbios", segundo eles, podem ocorrer na esteira da retração econômica gerada pela quarentena.

Nos documentos enviados ao prefeito e à secretária Berenice Gianella (Assistência Social), os promotores recomendam, entre outras medidas, a distribuição de cestas básicas ou de cartões de alimentação àqueles que perderem renda na crise. Querem também que a prefeitura assine contratos com hotéis populares para o acolhimento das pessoas em situação de rua.

O último censo divulgado pela prefeitura paulistana mostrou que em 2019 havia 24.344 pessoas morando em abrigos públicos ou na rua. Eram 15.905 em 2015. A situação deve se agravar nos próximos meses.

A previsão é a de que o PIB (Produto Interno Bruto) do país sofra uma queda de 5,15%, de acordo com economistas de instituições financeiras consultados pelo Banco Central. O desemprego já subiu de 10,9% para 12,2%, na comparação entre o último trimestre de 2019 e o primeiro deste ano. Atinge atualmente 12,9 milhões de pessoas.

"O que se espera de um administrador público consciente de suas responsabilidades, num grave momento histórico como esse, é lucidez para perceber a situação, compromisso com os mais pobres, ousadia e coragem para implementar as medidas necessárias com rapidez e eficiência", afirmam os promotores.

Em resposta aos promotores, a prefeitura afirmou que os restaurantes da rede de assistência social estão fechados por conta da necessidade de se restringir o contato social. Mas disse que os seus recursos foram destinados para a compra de cestas básicas. Informou também que alimentos doados ao município estão sendo distribuídos nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

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