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Prefeitura do Rio prevê plano de reabertura com seis fases, diz jornal

Prefeito Marcelo Crivella se reuniu com comitê científico para discutir plano - Marcos de Paula/Prefeitura do Rio
Prefeito Marcelo Crivella se reuniu com comitê científico para discutir plano Imagem: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

Do UOL, em São Paulo

29/05/2020 09h49

A cidade do Rio de Janeiro deve ter um plano de reabertura das atividades econômicas que prevê seis fases e pode ter fim até agosto. O planejamento foi apresentado ontem em uma reunião do comitê científico municipal com o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos).

Segundo informações do jornal O Globo, as fases serão divididas por períodos de 15 dias. Portanto, caso o plano se inicie em junho e não havendo retrocessos durante o processo, o Rio de Janeiro chegaria a setembro sem medidas restritivas por conta da pandemia do coronavírus.

A discussão para o fim da quarentena tem sido criticada, porém, porque a taxa de contaminação na cidade ainda se mantém alta. Além disso, os números no estado do Rio de Janeiro assustam: ontem o estado ultrapassou a China e a Índia em número de mortos, com mais de 4.800 vítimas fatais, mesmo a população fluminense sendo de cerca de 16 milhões de pessoas, contra mais de um 1 bilhão de cada um dos países asiáticos.

O plano da capital é que a progressão de uma fase para a outra seja balizada por critérios técnicos, como número de mortos, casos confirmados e taxa de ocupação dos leitos em hospitais. Além da possibilidade de regredir de fase, também é possível que o prazo de 15 dias para cada fase seja estendido.

A primeira fase terá a volta de atividades com maior relevância econômica e que apresentem um baixo índice de risco de contaminação. Progressivamente, voltarão outras áreas importantes economicamente e que não tenham alto riso de contágio. A prefeitura ainda não divulgou a lista dos serviços a serem liberados, já que uma nova reunião deve acontecer hoje.

O que não deve mudar no Rio de Janeiro tão cedo são o uso de máscaras e as medidas de distanciamento social, assim como as recomendações para que pessoas do grupo de risco se mantenham em casa. Um escalonamento de horários de trabalho por ramos de atividades também será considerado, com objetivo de evitar aglomerações no transporte público.

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