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SP: Associação de lojistas de shopping critica protocolo para reabertura

Nabil Sahyoun, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop) - Divulgação
Nabil Sahyoun, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop) Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

02/06/2020 08h05Atualizada em 02/06/2020 08h52

O presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun, disse que o protocolo apresentado ontem pelo governo de São Paulo para reabertura dos shoppings é discriminativo. Em entrevista à TV Globo, Nabil disse que o rigor das medidas não foi o mesmo exigido de outras atividades.

"O shopping center é um equipamento extraordinário, que cumpre normalmente todas as exigências, e a gente fica um pouco frustrado com esses protocolos que não foram pedidos para outras atividades. E a gente percebe que no shopping é todo tipo de exigência, estamos transformando quase em hospitais para cumprir as exigências", disse.

"Chega a ser discriminativo em relação a outras atividades que não têm esse nível de exigência. A gente fica meio estarrecido, uma hipocrisia exigir tanto de um setor que contribui tanto, que paga loucuras de impostos, e não temos isso (exigências) não só em transporte público, mas em qualquer setor. É uma discriminação, é uma frustração. Mas a gente tem que obedecer", disse.

Entre as medidas anunciadas no protocolo, Nabil citou especificamente o funcionamento limitado a quatro horas. "Se não tiver horário estendido, vai acontecer a mesma coisa com o rodízio", disse, citando o rodízio na cidade de São Paulo durante a quarentena que previa a circulação de veículos com placas par ou ímpar, intercalando os dias. A medida não surtiu o efeito desejado - de diminuir o movimento de pessoas nas ruas - e durou apenas uma semana.

Nabil Sahyoun explicou que tem agendada uma reunião com o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), para discutir a retomada específica na capital paulista, que foi classificada na fase 2 do plano de reabertura. A prefeitura precisa aprovar o protocolo para liberar o funcionamento.

Segundo Nabil Sahyoun, o impacto do fechamento provocado pela pandemia do novo coronavírus é muito grande. "Das 30 mil lojas do Estado de São Paulo, 5 mil não devem voltar. Situação dramática", disse.

O que diz o protocolo

O protocolo divulgado prevê, entre outras, as seguintes medidas e orientações:

  • as lojas só poderão atender com 20% de sua capacidade e horário de duração de quatro horas por dia;
  • restrição da abertura de cinemas, operações de entretenimento e atividades para crianças;
  • orientação para que os shoppings não realizem "evento de reabertura" e que monitorem a quantidade de pessoas presentes em suas dependências;
  • orientação para que os estabelecimentos coloquem comunicados explicativos sobre a prevenção à covid-19 em escadas rolantes, elevadores, cancelas de estacionamento e outras áreas de fluxo de clientes e funcionários;
  • orientação para que a administração do shopping mantenha "comunicação clara e eficiente com funcionários, lojistas e clientes".

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