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Coronavírus

RJ: 'Realizados após quarentena", diz casal de idosos em shopping reaberto

Paulo Roberto da Silva, 69, e Soraia Abreu Alves, 60, fazem selfie na reabertura do BarraShopping, na zona oeste do Rio - Maria Luisa Melo/UOL
Paulo Roberto da Silva, 69, e Soraia Abreu Alves, 60, fazem selfie na reabertura do BarraShopping, na zona oeste do Rio Imagem: Maria Luisa Melo/UOL

Maria Luisa Melo

Colaboração para o UOL, no Rio

11/06/2020 19h46

Um calçado confortável nos pés, uma bolsa no ombro e o celular sempre em punho para registrar os melhores momentos. O casal Paulo Roberto da Silva, 69, e Soraia Abreu Alves, 60, desbravou na tarde de hoje os corredores do BarraShopping, na zona oeste do Rio, reaberto após a quarentena.

Os sorrisos não escondiam a animação pela reabertura do shopping, antecipada do dia 17 para hoje, por decreto do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). Parte do grupo de risco para o coronavírus, eles dizem que não viam a hora de o isolamento social ser flexibilizado para voltarem a sair de casa, mesmo sendo mais vulneráveis à doença.

Cada passo foi motivo para uma selfie. Não à toa: casados há 15 anos, o shopping era um dos lugares que o casal mais frequentava antes da epidemia. "Viemos passear. Precisamos arejar um pouco! Já vivemos muitos bons momentos aqui", afirmou Silva.

Ele comemorou o fato de o shopping não estar cheio, o que diminui os riscos de contaminação. "Se continuar assim, viremos sempre. Estamos realizados hoje depois de tanto tempo de quarentena", completou.

Apesar da empolgação com o passeio, o casal não descuida do álcool gel. "Estamos sempre sorridentes, mas de máscara, e toda hora a gente passa o álcool. Pelo que vimos, o shopping também está sendo bem higienizado. Se continuar assim, viremos passear todos os dias", festeja a administradora de empresas.

Shopping da Barra da Tijuca com baixo movimento

Enquanto no NorteShopping, o maior shopping da zona norte carioca, houve grande procura dos clientes no primeiro dia da reabertura, no BarraShopping muitas lojas se mantiveram fechadas. Pelos corredores, havia pouco movimento.

Logo na entrada, um grupo de seguranças fazia a medição da temperatura dos clientes e dispensers de álcool gel eram acionados por pedais. A medição e a oferta de álcool gel estão entre as exigências da prefeitura.

Na praça de alimentação principal, só três lojas decidiram abrir as portas, o que foi alvo de reclamações.

"A gente vem aqui para comprar algo e levar para casa e não consegue. Praticamente toda a praça de alimentação está fechada", observou a aposentada Vilma dos Santos, 62.

No segmento de vestimentas, as marcas mais populares também não funcionaram no primeiro dia da reabertura dos shoppings, anunciada ontem pelo prefeito.

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