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Crivella cogita usar PM para coibir ameaças a fiscais da prefeitura

4.jun.2020 - O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), em coletiva sobre a 1ª fase de relaxamento da quarentena na cidade - André Melo Andrade/Myphoto Press/Estadão Conteúdo
4.jun.2020 - O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), em coletiva sobre a 1ª fase de relaxamento da quarentena na cidade Imagem: André Melo Andrade/Myphoto Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

06/07/2020 15h49Atualizada em 06/07/2020 16h46

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), disse hoje que considera pedir apoio à Polícia Militar para autuar por crime de desobediência quem desrespeitar ou ameaçar fiscais da prefeitura no trabalho de conter aglomerações em bares e restaurantes.

"Os fiscais estão ali para salvar vidas, para salvar as pessoas que estão se expondo a uma doença perigosa. A partir do momento que eles são recebidos com tanta violência, nós vamos precisar pedir o apoio da Polícia Militar para intervir e, de repente, levar para a delegacia e autuar. Isso se chama crime de desobediência", disse Crivella em coletiva.

O prefeito também fez um apelo à população e pediu para que não haja "um surto de imprudência" que faça aumentar os casos de covid-19 na cidade.

"A gente já passou 70, 80 dias num sufoco danado. Graças a Deus, nossas curvas estão todas caindo e a gente está podendo reabrir a economia. Agora, pior do que o coronavírus seria o surto de imprudência, de negligência. Este surto, que depende da consciência de cada um, nós fazemos um apelo para que as pessoas não cometam", afirmou.

A declaração de Crivella vem logo depois de uma reportagem do "Fantástico" mostrar, na noite de ontem, uma mulher dizendo "cidadão, não, engenheiro civil formado, melhor do que você" para um profissional que fiscalizava o cumprimento das medidas de segurança contra a covid-19 em bares cariocas.

Pela manhã, a Taesa, empresa onde a mulher da reportagem trabalhava, anunciou sua demissão. Em nota, a companhia disse que "compartilha a indignação da sociedade em relação a este lamentável episódio", ressaltando que a funcionária desrespeitou a política de distanciamento social e prevenção ao coro da empresa.

"A companhia não compactua com qualquer comportamento que coloque em risco a saúde de outras pessoas ou com atitudes que desrespeitem o trabalho e a dignidade de profissionais que atuam na prevenção e no controle da pandemia. [...] Diante dos fatos expostos, a TAESA decidiu por sua imediata demissão", informou.

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