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Dois anos após morte no Beach Park, caso ainda está em fase de inquérito

MP alega que novos questionamentos sobre a perícia vieram à tona e devem ser esclarecidos antes do oferecimento da denúncia - Reprodução/Facebook
MP alega que novos questionamentos sobre a perícia vieram à tona e devem ser esclarecidos antes do oferecimento da denúncia Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

16/07/2020 20h15Atualizada em 16/07/2020 20h15

Dois anos após a morte de um turista de São Paulo no Beach Park, parque aquático em Aquiraz, na Grande Fortaleza, o caso continua em fase de inquérito, já que o MP-CE (Ministério Público do Estado do Ceará) ainda não ofereceu denúncia.

No último dia 6, segundo relatou o TJ-CE (Tribunal de Justiça do Estado do Ceará) ao UOL, o MP pediu nova vista do processo, solicitando a adição de outros documentos, além de mídias que não estão em formato digitalizável, para nova análise do órgão ministerial.

"A ação ainda está em fase de inquérito. Isso significa que ainda não virou ação penal. E só se torna ação penal quando o MP-CE oferece a denúncia e a Justiça aceita", explicou o TJ-CE.

O MP alega que novos questionamentos sobre a perícia foram acrescentados ao processo e devem ser esclarecidos antes do oferecimento da denúncia.

O UOL entrou em contato com a administração do Beach Park para pedir um posicionamento e aguarda retorno.

Relembre o caso

Ricardo Hill - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Radialista Ricardo José Hilário Silva, conhecido como Ricardo Hill, trabalhava na Nova Brasil FM
Imagem: Reprodução/Facebook

Em 16 de julho de 2018, um turista de São Paulo morreu após sofrer um acidente em um dos brinquedos do Beach Park. À época, a empresa afirmou que "a equipe de segurança aquática realizou o atendimento à vítima de forma imediata", mas não conseguiu evitar que o visitante viesse a óbito.

A vítima era Ricardo José Hilário Silva, 43, radialista conhecido como Ricardo Hill. Ele se acidentou no Vainkará, brinquedo inaugurado dois dias antes. Com 150 metros de comprimento e 30 m de altura — equivalente a um prédio de oito andares —, a atração consiste em um imenso tobogã por onde até quatro pessoas podem descer em cima de uma boia.

Hill estava em uma dessas boias acompanhado de outras três pessoas: Mateus Sena, Tarcisio Pontes e Michele Laverde. Quando desceram pelo tobogã, segundo relatou Sena, os quatro foram arremessados — mas apenas o radialista bateu a cabeça na estrutura do tobogã.

O Beach Park, porém, negou que os quatro turistas tenham sido arremessados e que a boia tenha ultrapassado a barreira de contenção do brinquedo. Em nota, o parque informou que a "boia virou no final do percurso dentro da atração, já próximo da piscina".

Um laudo concluído em novembro daquele ano apontou que a boia que levava Hill, Sena, Pontes e Laverde ultrapassava em 70 quilos o peso permitido. O peso dos quatro integrantes somados deu 390 quilos, quando o máximo suportado é de 320 quilos.

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