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Covas diz que reintegração na Cracolândia é 'distinta' e já estava prevista

Guarda Civil Metropolitana (GCM) faz ação na região da Cracolândia, no centro de São Paulo - Wanderley Preite Sobrinho/UOL
Guarda Civil Metropolitana (GCM) faz ação na região da Cracolândia, no centro de São Paulo Imagem: Wanderley Preite Sobrinho/UOL

Do UOL, em São Paulo

30/07/2020 14h54

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), minimizou hoje as críticas de que sua gestão continua realizando reintegrações de posse mesmo durante a pandemia do coronavírus, tipo de ação que já foi motivo de uma recomendação de suspensão pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo).

Segundo Covas, uma reintegração na região da Cracolândia, na região central da cidade, tem que ser tratada como uma "questão distinta", já que envolve pessoas em situação de vulnerabilidade por conta do uso de drogas e o risco maior de contaminação no momento de pandemia.

"Em relação à Cracolândia, são questões distintas, população de rua e dependentes. São ações distintas que merecem atenção distinta da Prefeitura", disse o prefeito em entrevista coletiva, alegando que a reintegração em curso em uma região próxima de onde se concentra o fluxo de usuários de drogas já era algo previsto.

"O trabalho da Prefeitura nunca parou, num momento de pandemia, a reintegração das quadras 37 e 38 estão previstas já há algum tempo, não é nenhuma novidade, aqueles que acompanham as ações da Prefeitura sabem que isso já tinha sido solicitado ao Judiciário", afirmou.

"Faz parte de ações para tentar diminuir o fluxo que está lá presente, que sempre foi uma preocupação e agora é uma preocupação extra para evitar aglomerações", acrescentou Covas.

Secretário fala em revitalização

Titular da Secretaria de Habitação municipal, João Farias admitiu que o plano da Prefeitura é revitalizar a região, o que deve custar a remoção ou desmobilização gradual do fluxo de usuário de drogas da região.

"Não existe em curso nenhuma reintegração de posse. Existe sim um grande projeto de revitalização daquela área, que vem em curso já há algum tempo", disse Farias em entrevista à Globonews.

"É evidente que em algum momento é possível que a Prefeitura solicite a emissão da posse daquela área, inclusive porque é onde devem ser construídas unidades habitacionais da PPP (Parceria Público Privada) do estado (de São Paulo)", completou o secretário, prometendo diminuir o déficit habitacional na cidade até o final do ano.

"Vamos entregar até o final de dezembro mais de 22 mil unidades habitacionais para a população de baixa renda, boa parte delas inclusive que já foram removidas de área de risco", prometeu Farias.