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Mulher é morta ao proteger filho de tiroteio entre facções no Rio

Ana Cristina da Silva foi morta após ser baleada durante tiroteio no Rio - Reprodução/TV Globo
Ana Cristina da Silva foi morta após ser baleada durante tiroteio no Rio Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

26/08/2020 23h46Atualizada em 27/08/2020 11h24

Uma mulher morreu após ser baleada na noite desta quarta-feira (26), no bairro do Rio Comprido, zona norte do Rio de Janeiro, e não conseguir ser atendida devido ao tiroteio que ocorria no local desde cedo.

Ana Cristina da Silva, 25, estava indo trabalhar de carro com o marido e o filho de 3 anos quando os dois ficaram no meio do tiroteio. Ela foi atingida por dois tiros de fuzil, um na cabeça e outro na barriga.

"Ela foi baleada, ela se curvou para proteger meu sobrinho pequeno. A gente pensa que nunca vai acontecer com a gente, mas de uma hora para outra você morre para salvar a vida do seu filho. Acho que não tem mensagem, só tem indignação, revolta. Parece que o Rio todo está tomado por bandidos", disse Vânia Brito, cunhada vítima, à GloboNews.

O pedido de socorro partiu do marido da vítima. Ao UOL, o Corpo de Bombeiros disse que Ana Cristina foi baleada por volta de 19h e que, após receber um chamado para atendê-la, agentes não conseguiram chegar no local por conta do tiroteio.

Moradores relataram nas redes sociais que há troca de tiros na região do Catumbi por conta de uma disputa entre facções.

Um homem que fazia uma família refém desde a madrugada, no bairro do Rio Comprido, se entregou e foi preso no início da manhã desta quinta-feira. As vítimas, uma mulher e uma criança, de 5 anos, foram libertadas.

O Catumbi abrange cinco favelas, entre elas a São Carlos, que tem uma das entradas pela rua Azevedo Lima, justamente onde a mulher foi atingida.

"Não foi possível prestar o atendimento [a Ana Cristina] devido à intensa troca de tiros que ocorria no momento, entre facções rivais, de acordo com informações prestadas pela PMERJ [Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro]", disse a corporação em nota.

O projeto colaborativo Fogo Cruzado, que reúne informações sobre violência no Rio de Janeiro, publicou imagens e trocou mensagens no Twitter com diversos moradores de áreas atingidas pelos conflitos.

Em postagens feitas por moradores das comunidades, os relatos são de pavor e desespero. Muitas das mensagens alertam vizinhos para não saírem de casa ou pedem que trabalhadores que retornam para suas residências tomem cuidado ou mesmo passem a noite fora.

Segundo a TV Globo, o Bope (Batalhão de Operações Especiais) atua no local para tentar conter os confrontos.

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