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Segurança pública

Foragido procurado tinha RG falso e se disse jardineiro ao ser preso

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

17/09/2020 17h04Atualizada em 18/09/2020 03h52

Resumo da notícia

  • Um dos 22 criminosos mais procurados no país, Luciano Castro de Oliveira, o Zequinha, foi preso hoje em São Paulo
  • Zequinha vivia em uma mansão, mas levava vida sem ostentação
  • Segundo a Polícia Civil, ele se batizou em uma igreja da região e a frequentava assiduamente
  • Zequinha pode estar envolvido em crimes contra bancos, empresas de transportadoras, multinacionais e aeroportos

Há pelo menos cinco anos, Luciano Castro de Oliveira, 46, conhecido como Zequinha, um dos homens mais procurados pela Justiça brasileira, com quatro mandados de prisão em aberto, tinha uma vida pacata ao lado da mulher, com quem estava junto há mais de 20 anos, na cidade de Tejupá, a 280 km de distância da capital paulista.

De acordo com as polícias Civil e Militar, que o detiveram na manhã de hoje em operação conjunta, Zequinha vivia em uma mansão à beira de uma represa. Ele passou os últimos anos com documentos falsos, sem ostentar nenhuma riqueza e com frequência assídua à igreja. Para a polícia, "ele se disfarçou como um cidadão acima de qualquer suspeita".

No momento da detenção, segundo a Polícia Militar, Zequinha afirmou que era jardineiro e apresentou documentos falsos. Ele disse ser José Luciano Vitorino Souza, tendo, além de RG, cartão de banco, título de eleitor e carteira de vacinação falsos, de acordo com a PM.

Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa de Zequinha, a polícia localizou R$ 18 mil em espécie. O dinheiro, segundo a PM, estava distribuído por diferentes pontos da mansão, inclusive dentro de uma panela guardada em um armário.

Luciano Castro de Oliveira, o Zequinha - Divulgação/PM - Divulgação/PM
Luciano Castro de Oliveira, o Zequinha
Imagem: Divulgação/PM

Já segundo a Polícia Civil, Zequinha se batizou em uma igreja nas redondezas de onde vivia e começou a frequentá-la de forma assídua, não faltando um domingo sequer. Policiais chegaram a ir à igreja para investigá-lo à paisana.

Na igreja, ainda de acordo com a polícia, havia frequentadores que sabiam do passado dele no crime. Para esses frequentadores, Zequinha afirmava que havia deixado o crime organizado para "viver uma nova vida".

Para os policiais, Zequinha pode estar envolvido direta ou indiretamente em diversos crimes recentes ocorridos no estado contra bancos, empresas de transportadoras, multinacionais e até roubos em aeroportos. Investigações sobre supostas participações recentes em crimes do tipo estão em andamento.

As polícias afirmaram que ele está preso em Avaré. Existe a possibilidade, pelo "grau de periculosidade" de Zequinha, de haver pedidos judiciais para que ele seja retirado do estado e transferido para o sistema penitenciário federal.

Procurado desde 2006, Zequinha tem longa ficha criminal, ele fazia parte de uma lista do Ministério da Justiça com os 22 criminosos mais procurados no país.

Ouça também o podcast Ficha Criminal, com as histórias dos criminosos que marcaram época no Brasil. Esse e outros podcasts do UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts, no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e outras plataformas de áudio.

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