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Liberdade de André do Rap é uma ameaça a mim e à sociedade, diz promotor

Promotor do Gaeco Lincoln Gakiya, que investiga o PCC desde 2005 e pediu a transferência de Marcola para presídio federal - Arquivo Pessoal
Promotor do Gaeco Lincoln Gakiya, que investiga o PCC desde 2005 e pediu a transferência de Marcola para presídio federal Imagem: Arquivo Pessoal

Do UOL, em São Paulo

18/10/2020 20h37

Em entrevista à GloboNews, hoje, o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, disse que a liberdade de André do Rap é uma ameaça a mais à sua vida, mas também à sociedade.

O promotor, que também é responsável pelos processos de execuções criminais (análise do cumprimento da pena) dos presos da penitenciária de Presidente Venceslau 2, está ameaçado de morte desde de novembro de 2018, quando pediu a transferência dos líderes do PCC para presídios federais, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Marcola e 21 líderes do PCC acabaram transferidos para presídios federais em fevereiro de 2019 por medo de retaliação do PCC, conforme revelado pelo UOL ano passado.

Ao ser perguntado se a libertação de André do Rap significava uma ameaça a mais contra ele, o promotor respondeu: "sem sombra de dúvida".

Em seguida, explicou que é ameaçado desde o pedido de transferência e emendou: "Ele não coloca só a minha segurança em perigo, mas a segurança da sociedade, pois é um indivíduo extremamente perigoso, que apenas num processo já enviou quatro toneladas de cocaína para a Europa".

Gakiya criticou a decisão do ministro Marco Aurélio que permitiu a liberdade do traficante internacional. "Essa decisão do Supremo — revertida, mas não a tempo — coloca em risco não só uma grande parte da sociedade brasileira, mas até internacional, pois estamos falando de um criminoso responsável pelo tráfico de cocaína para a Europa", disse o promotor.

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