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'Ação foi orquestrada para causar o pânico', diz deputado de Criciúma (SC)

Do UOL, em São Paulo

01/12/2020 10h08

O deputado federal Daniel Freitas (PSL-SC) disse hoje que a intenção dos criminosos que participaram do assalto a duas agências do Banco do Brasil em Criciúma (SC) foi "causar o pânico" na cidade. Natural do município catarinense, Freitas dormia na cidade durante a ação criminosa e foi acordado com o barulho de tiros disparados pelos bandidos.

"A ação foi orquestrada para causar o pânico, o que conseguiram. Os tiros começaram por volta da meia-noite e até 2h ainda não tinham acabado. O tempo de disparo mostrou que a munição que levavam era algo quase que interminável", relatou o deputado em entrevista à GloboNews.

"Se preocuparam em causar o terror para que o cidadão ficasse em casa e não saísse, talvez seja parte da estratégia para facilitar a fuga", acrescentou Freitas.

daniel freitas - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Deputado Daniel Freitas (PSL-SC) é natural de Criciúma
Imagem: Reprodução/Instagram

O relato do deputado coincide com o que a Polícia Militar também já informou sobre o assalto. Segundo a PM, os criminosos estavam fortemente armados e fizeram muitos disparos durante a ação. A polícia não revidou para evitar um tiroteio na cidade. Mesmo assim, um policial foi atingido e está em internado em estado grave segundo a corporação.

"Não percebemos no centro da cidade a presença da polícia no momento dos tiros. Os tiros percebidos, na grande maioria, foram para o alto e na diagonal", explicou Freitas.

"Moro próximo à praça onde se iniciou o ataque. Acordei com o barulho de tiros, achei que fossem fogos de artifício. Chamou muita atenção o calibre das armas utilizadas. Foi uma noite muito assustadora. Minha reação foi buscar meus filhos e colocar no corredor do apartamento entre as paredes", contou o deputado.

Até agora, a Polícia Civil acredita que pelo menos dez carros com bandidos tenham entrado em Criciúma no início da madrugada. Os criminosos fizeram disparos, armaram barricadas com os veículos e espalharam pelo menos quatro artefatos explosivos pela região central cidade. Além disso, fizeram funcionários da prefeitura que realizavam serviços de manutenção como reféns para que servissem como proteção contra a aproximação da polícia.

Além do policial militar, um vigia também ficou ferido na ação. Ninguém da quadrilha foi preso, mas quatro pessoas foram detidas na manhã de hoje suspeitas de terem recolhido parte do dinheiro que ficou espalhado pelas ruas da cidade durante o assalto.

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