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RJ: Homem é entregue à polícia, mas sem envolvimento com sumiço de crianças

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

12/01/2021 10h05Atualizada em 12/01/2021 13h20

Um homem entregue hoje à DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) como suspeito de envolvimento no desaparecimento das crianças em Belford Roxo, no último dia 27, "não tem qualquer relação com o caso", informou a Polícia Civil do Rio.

O homem mora no mesmo condomínio dos meninos que sumiram e foi levado ainda de madrugada para a unidade por moradores do bairro Castelar e por parentes das crianças.

Ao UOL, o delegado Uriel Alcântara disse que, antes de chegar na delegacia, ele foi torturado pelo tráfico de drogas. O homem negou envolvimento no caso. Na internet, circulam imagens da vítima imobilizada, sentada e com um cartaz escrito: "suspeito de desaparecimento das 3 crianças, pego por moradores do Castelar".

Castelar é o bairro onde moram a família dos meninos, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Os garotos Lucas Matheus, Alexandre da Silva e Fernando Henrique, que têm entre 8 e 10 anos, desapareceram há 16 dias. Eles foram brincar em um campo de futebol perto de casa e não retornaram mais.

Incêndio DHBF - Reprodução - Reprodução
Moradores protestam diante da DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) após suspeito de participação no desaparecimento de três meninos de Belford Roxo ter ligação negada com o incidente
Imagem: Reprodução

Parentes das crianças e moradores da região fazem um protesto na frente da DHBF. Eles insistem que o homem levado para a delegacia tem envolvimento no desaparecimento das crianças.

O clima é tenso na região. Um ônibus foi incendiado e lixo foi espalhado na rua. A Avenida Retiro da Imprensa, em Belford Roxo, está interditada. A PM está no local.

De acordo com a DHBF, o homem levado pelos moradores para a delegacia continua na unidade e não sai por medo de retaliações.

Desde os desaparecimentos, familiares das crianças recebido informações falsas sobre o paradeiro do trio. No dia 5, parentes dos meninos sofreram um acidente de carro, após saírem para checar uma informação de que o trio estaria em uma sorveteria na cidade vizinha.

A delegacia responsável pelo caso já analisou mais de 40 câmeras de segurança da região. Até o dia 7, os meninos não haviam sido flagrados em nenhuma delas. No dia seguinte, a mãe de um deles afirmou aos investigadores que uma criança sem camisa e com um short azul que aparecia de costas em uma das imagens, poderia ser o filho dela.

De acordo com a Polícia Civil, desde o registro do desaparecimento das crianças, a delegacia de Belford Roxo ouviu familiares e testemunhas e realizou diligências em pelo menos 30 locais na capital e nos municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com base em depoimentos e notícias de possíveis regiões onde os meninos teriam sido vistos.

Dois amigos dos garotos prestaram depoimento e buscas foram realizadas em uma área de mata apontada como local para onde eles teriam ido.

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