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5 meses

Papai Noel que foi atacado por crianças morre de covid-19 em Itatiba (SP)

Papai Noel Luizão, dono de uma funerária, distribuía balas há anos em Itatiba (SP) - Reprodução/Facebook
Papai Noel Luizão, dono de uma funerária, distribuía balas há anos em Itatiba (SP) Imagem: Reprodução/Facebook

Colaboração para o UOL, em São Paulo

25/03/2021 11h21

Um Papai Noel voluntário que saia às ruas para levar doces a crianças em Itatiba, a 85 km de São Paulo, morreu por complicações da covid-19, ontem, aos 85 anos.

Luiz Ordine, chamado carinhosamente de Luizão, era dono de uma funerária e ficou em evidência em um caso curioso de 2017, quando foi apedrejado por crianças após acabarem os doces natalinos que distribuía.

Em comunicado, a funerária lamentou a morte de Ordine. "É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento do querido pai, avô, amigo e Papai Noel de todos os itatibenses, Luiz Ordine", escreveu a conta da Funerária Ordine no Facebook.

"Há algum tempo Luizão como gostava de ser chamado vinha bravamente lutando com todas as forças contra esse vírus que vem assolando não apenas nossa cidade, nem tão pouco nosso país mas todo o mundo", lamentou.

Papai Noel de Itatiba foi apedrejado por crianças

Ordine era um dos papais noéis que se fantasiava no Natal para alegrar as ruas do bairro Porto Seguro há anos. Em 2017, porém, o idoso foi atacado com pedras por crianças que ficaram furiosas com o fim do estoque de balas e o caso teve repercussão nacional.

Em dezembro, às vésperas do Natal, entre 17h e 18h, o Papai Noel subiu em seu trenó e, com três ajudantes, percorreu as ruas do município de 116 mil habitantes.

"Cerca de sete crianças, de 9 a 12 anos, começaram a correr atrás da gente xingando e arremessando pedras e doces", contou ao UOL um dos ajudantes de Luizão à época. O Papai Noel - que, decepcionado, não falou sobre o episódio - saiu ileso, mas um dos auxiliares quase foi atingido na cabeça.

No Facebook, o homem desabafou: "Pessoal do Porto Seguro sem ressentimentos, até o dia 25 de dezembro vamos tentar dar uma passada pela avenida principal", escreveu. "Infelizmente naquele momento as balas se acabaram! A tradição vem acabando aos poucos."

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