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Esposa e amante mataram servidor público para ficar com bens, diz polícia

Servidor público foi morto a tiros quando chegava em casa de moto - Reprodução/ Facebook
Servidor público foi morto a tiros quando chegava em casa de moto Imagem: Reprodução/ Facebook

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/06/2021 16h57Atualizada em 17/06/2021 16h57

A mulher do servidor público, Edson Vicente da Costa, de 52 anos, e o amante dela foram apontados pela polícia como responsáveis pelo assassinato da vítima, em Tangará da Serra, a 240 km de Cuiabá, no dia 6 de novembro do ano passado.

Segundo a Polícia Civil, as investigações concluíram que os acusados simularam um assalto para matar o servidor público e ficarem com os bens dele.

O amante, que não teve o nome divulgado, foi preso na manhã de hoje, no sítio dos pais, na área rural de Santo Afonso, cidade vizinha a Tangará da Serra. Ele é apontado pela polícia como o executor do crime.

Já a mulher do servidor público, apontada como a mandante do assassinato, está foragida.

Segundo a polícia, o advogado de defesa dela compareceu na delegacia logo após a prisão do amante dizendo que ela irá se apresentar ainda hoje, após ter o pedido de prisão expedido ontem. Ela também não teve a identidade divulgada.

O delegado Adil Pinheiro de Paula, responsável pelo caso, explicou que a pressa da mulher em acessar os bens do marido após a sua morte foi o que chamou a atenção dos policiais, que passaram a desconfiar do suposto assalto que terminou com a morte da vítima.

Durante o trabalho de investigação, a polícia apurou que o casal tinha problemas no relacionamento mas, segundo testemunhas ouvidas, não tinha a intenção de se separar para evitar a partilha de bens.

O servidor público teria feito dívidas para comprar o carro e a casa em que os dois viviam, e a mulher, que estava mantendo um caso extraconjugal, queria que o marido deixasse o imóvel.

Devido às provas que apontavam a participação da mulher e do amante no crime, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva deles, que foi acatada pelo Poder Judiciário.

O crime

No dia 6 de novembro, Edson voltava de moto de um evento político na cidade quando, ao entrar na garagem da casa onde morava, foi abordado por um homem armado, que efetuou vários disparos, atingindo a vítima na cabeça, nos braços e tórax. Na sequência, o atirador fugiu com o veículo do servidor público.

Vizinhos ouviram os disparos e imediatamente entraram em contato com a mulher do servidor, que não estava na residência.

A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu e morreu logo após dar entrada na unidade de saúde.

Apesar de o crime ser inicialmente apontado como um latrocínio, as investigações apontaram que a intenção do suspeito não era roubar o veículo e sim a executar a vítima.

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