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1 mês

Ato em memória de mortos por covid 'planta' 500 rosas em Copacabana

Do UOL, em São Paulo

20/06/2021 11h24Atualizada em 20/06/2021 14h32

A praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi cenário de homenagens em memória do meio milhão de brasileiros que morreram de covid-19, marca atingida no sábado (19). Os autores do auto "plantaram" rosas nos areais da praia para manifestar solidariedade às vítimas e mostrar repúdio ao modo como a gestão federal e parte da sociedade têm tratado a pandemia desde o início da crise sanitária.

O ato foi realizado pela ONG Rio de Paz, em parceria com o Departamento de Informação Pública da ONU (Organizações das Nações Unidas).

Em nota publicada pela Rio de Paz, o líder Antônio Carlos Costa declarou que o comportamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diante do avanço do número de mortes é "criminoso e execrável".

Costa cita a prescrição de medicamentos sem eficácia comprovada para tratar os sintomas da covid-19 pelo governo federal e diz que foram criadas "dificuldades para a aquisição de vacinas".

[Bolsonaro] participou de manifestações antidemocráticas que violaram todas as normas sanitárias. Desacreditou a campanha de vacinação em massa e desestimulou o uso de máscara. Aprofundou a crise econômica em razão da lentidão da campanha de vacinação em massa. Fez piada com a pandemia, jamais demonstrou compaixão pelas famílias enlutadas e chamou de maricas quem observou normas sanitárias a fim de evitar o risco de contaminação.
Antônio Carlos Costa, da ONG Rio de Paz

Para ele, parte da sociedade também é responsável pelo agravamento da crise sanitária. O presidente da ONG disse que houve cumplicidade de milhões de brasileiros que se mantiveram calados diante do "péssimo exemplo do presidente da República".

Bolsonaro teria sido freado há muito mais tempo se não fosse a cumplicidade fanática dos que lhe dão apoio político.
Antônio Carlos Costa, da ONG Rio de Paz

Mais de 500 mil mortos no Brasil

O ato de hoje em Copacabana ocorre um dia após o Brasil alcançar a marca de meio milhão de mortos pela covid-19.

Foram 2.247 mortes desde as 20h de sexta-feira (18), o que levou o total de óbitos a 500.868. Os dados foram coletados pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de Saúde.

A marca de 500 mil mortos foi registrada apenas 50 dias depois de o país chegar à marca de 400 mil mortos e cerca de 15 meses após a confirmação da primeira morte pela doença.

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