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Douglas Belchior: Não podemos deixar caso Beto cair no esquecimento

João Alberto Silveira Freitas, 40, que foi espancado e morto em uma loja do Carrefour em Porto Alegre - Arquivo pessoal
João Alberto Silveira Freitas, 40, que foi espancado e morto em uma loja do Carrefour em Porto Alegre Imagem: Arquivo pessoal

Do UOL, em São Paulo

24/06/2021 14h02

Douglas Belchior, integrante da Coalizão Negra por Direitos, disse hoje que o caso da morte de João Alberto Freitas, o Beto Freitas, espancado por seguranças em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre, em novembro de 2020, não pode cair no "fosso do esquecimento".

Em entrevista ao UOL News, ele criticou o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) no valor de R$ 115 milhões firmado entre Carrefour e órgãos públicos. O acordo foi motivado por reparação pelos danos morais comunitários devido à morte de Beto e para descartar a abertura de novas ações judiciais.

"Não podemos deixar com que esse caso caia no fosso do esquecimento e muito menos que ele seja enterrado sob essa terra suja desse acordo, do TAC, que é um procedimento que beneficia muito mais a empresa do que a luta contra o racismo no Brasil", disse.

Em nota divulgada na última segunda-feira (21), a Coalizão Negra por Direitos, que reúne mais de 200 entidades, afirmou que não compactua com "nenhum tipo de tratativa que precifique vidas negras".

Na avaliação de Belchior, a empresa tinha que ser responsabilizada para além da questão financeira. "Para uma empresa multinacional, riquíssima, e com operações no planeta, R$ 115 milhões não significa um castigo. É um investimento para limpar sua própria barra, sua própria ficha", acrescentou.

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