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Empresário inventa roubo para não pagar funcionários e acaba indiciado

Polícia descobriu que empresário sequer esteve onde disse ter sido assaltado - Divulgação
Polícia descobriu que empresário sequer esteve onde disse ter sido assaltado Imagem: Divulgação

Daniel César

Colaboração para o UOL, em Pereira Barreto (SP)

23/07/2021 20h10

Um empresário de 44 anos, morador de Bataguassu (MS), inventou um assalto, com direito a descrição de criminosos e registro oficial junto à polícia, para deixar de pagar aos funcionários de sua empresa. Ele vai responder por falsa denunciação de crime.

Segundo a Polícia Civil, um boletim de ocorrência foi aberto no dia 09 de julho pelo próprio empresário, que não teve sua identidade revelada. Ele contou que dois homens o haviam abordado em um trecho de uma rua de Bataguassu e praticado o crime quando ele estava com R$ 1,75 mil em espécie.

No depoimento, a suposta vítima deu detalhes sobre a tal dupla de assaltantes, dizendo que um deles seria baixo e estaria usando uma camiseta do Corinthians. Já um segundo, que pilotaria uma moto, usaria uma jaqueta escura. Não houve descrição do rosto dos suspeitos fictícios.

Segundo a Polícia, foi iniciada uma investigação para tentar descobrir quem havia praticado o crime. Com câmeras de segurança e cruzamento de informações de testemunhas, os policiais conseguiram descobrir que o empresário sequer esteve no ponto em que disse ter sido roubado. Por isso, ele foi reconvocado e, pressionado, confessou a invenção.

Segundo o homem, ele não tinha dinheiro para pagar seus funcionários no dia correto e decidiu inventar o crime para justificar o atraso. A opção tinha dado certo, tanto que houve compreensão dos colaboradores quanto ao prazo para quitar os salários.

De acordo com a Polícia Civil, o inquérito deve ser concluído na semana que vem e será remetido ao Ministério Público, que decidirá se oferece a denúncia à Justiça. Se condenado, o empresário pode receber pena de um a seis meses de reclusão, podendo ser convertida em multa e prestação de serviços comunitários. Ele já foi ouvido e aguarda a decisão em liberdade.

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